Errar na proporção dos móveis, misturar estilos e afetar a circulação no ambiente são aspectos a serem evitados

Que decoração é gosto, ninguém discute. Mas é fundamental ter bom-senso para não transformar o projeto da sala de estar em um verdadeiro Frankenstein. Tudo precisa ser analisado nos mínimos detalhes antes de colocar a mão na massa – isso inclui saber exatamente o tamanho do espaço e dos móveis, o estilo que se deseja imprimir, a quantidade de peças decorativas e onde serão as áreas de circulação. “Não adianta somente ter peças bonitas na sala. É importante arrumá-las de maneira a conversarem entre si, havendo conexão e harmonia no ambiente”, diz Alice Miglorancia, arquiteta do Studio SM2.

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Uma dica para manter conseguir tal resultado é definir logo o estilo decorativo da sala. Espaços modernos podem abusar de móveis com pés palito, cores vivas e espelhos na parede. Mas se a proposta for trazer um ar contemporâneo ao ambiente, o truque é apostar em uma peça antiga em meio às novas. Já salas de estilo clássico ficam bonitas com a presença de cortinas encorpadas (de veludo ou camurça), móveis de época e quadros de molduras rebuscadas. Espaços no estilo provençal devem recorrer a cristaleiras e estantes espelhadas no fundo, além de detalhes florais e molduras nas janelas. Só tome cuidado com o posicionamento dos espelhos, para que não haja reflexão excessiva de luz.

Outro aspecto que deve ser respeitado ao decorar a sala é a proporção do mobiliário. Nada de peças enormes em espaços pequenos, atrapalhando a circulação. Desse modo, é fundamental ter em mãos o projeto do ambiente e certificar-se do tamanho exato das peças. Uma dica para nada ficar no caminho é pensar em como acontecerá a entrada e saída do espaço. “O ambiente tem um fluxo e nenhum móvel pode ficar no meio. Imagine onde as pessoas irão passar e elimine do caminho até mesmo os tapetes”, afirma Luis Pedro Scalise, arquiteto. “A dica para usar tapetes é deixá-los, pelo menos, 20 cm embaixo de cada móvel”, ressalta ainda a arquiteta Adriana Bijarra Cuoco.

Pensar na circulação antes de decorar é fundamental. Invista nos espaços vazios
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Pensar na circulação antes de decorar é fundamental. Invista nos espaços vazios

Deixar espaços vazios entre os móveis garante harmonia no ambiente, assim como investir na simetria dos itens decorativos – duas poltronas alinhadas, por exemplo. Quando a sala for integrada a outro ambiente, o requisito fundamental é estabelecer coerência entre os espaços, seja com a manutenção do piso ou a cor na parede. “Erros na escolha da tinta são muito frequentes. Uma saída é investir em papeis de parede , que já têm estética definida e não mudam após serem aplicados”, ressalta Marta Calasans, arquiteta. E não se esqueça de que, mesmo integrados, os ambientes precisam de limites claros. Uma ideia é usar peças do mobiliário e estabelecer as dimensões (aparadores e poltronas ajudam bastante).

O sucesso decorativo da sala de estar dependerá ainda de um bom projeto de iluminação . O ponto de partida é observar o caminho natural da luz do sol, já que ela pode ser melhor aproveitada no ambiente. “Principalmente quem usa a varanda como extensão da sala precisa ficar atento no sol, de modo a não transformar o lugar em uma estufa. Neste caso, proteja o vidro com persianas ou cortinas”, diz Alice. As luzes também devem ressaltar as peças de grande destaque na sala e a presença de spots é uma alternativa interessante. Mas nunca deixe o foco de luz sobre poltronas ou sofás, evitando a sensação de calor nas pessoas sentadas. Lâmpadas embutidas ainda valorizam o cenário, por isso, invista em sancas e luzes amareladas para trazer o aconchego desejado.

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