Conheça os diferentes modelos e os mais indicados para cada ambiente da casa

Escolher a cortina certa para as janelas da casa significa pensar em aspectos como o estilo da decoração, o tamanho do espaço e a praticidade. O primeiro passo é definir o objetivo a ser alcançado: trazer mais aconchego, cobrir parcial ou totalmente a luz natural, incrementar a decoração etc. Para cada um deles, haverá uma ou várias possibilidades de estilos e tecidos. Conheça as características dos principais modelos e suas indicações.

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As cortinas de tecido devem acompanhar o estilo do ambiente. Se ele for mais contemporâneo, o melhor é abusar de tecidos leves e transparentes, com tonalidades vibrantes e estampas. “Fazer a barra da cortina em outra cor é mais uma possibilidade de trazer contemporaneidade. O efeito, no entanto, pode diminuir a medida do pé direito. Fique atenta”, diz Márcia Brunello, design de interiores.

Ambientes modernos pedem cortinas clean. Para tanto, invista em tecidos com pouco volume (linho e algodão), cores discretas e na prega fêmea de acabamento. Nos cômodos com decoração clássica aposte em cortinas com muito tecido, de modo a trazer a imponência necessária. Tecidos encorpados (veludo e camurça, por exemplo) e pregas tradicionais, como a americana, são boas pedidas.

Já decorações em estilo vintage pedem cortinas delicadas e românticas. A melhor saída é usar tecidos com estampas reduzidas , cores pastel e muitos florais. E não se esqueça de caprichar na escolha do franzido, nada de cortinas lisas.

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Acerte no tecido e na cor

O uso de cortinas é uma saída para diminuir a incidência do sol e trazer elegância aos espaços
Divulgação
O uso de cortinas é uma saída para diminuir a incidência do sol e trazer elegância aos espaços


Tecidos grossos (como veludo e camurça) vedam melhor a claridade e tendem a trazer mais calor ao ambiente. Já os mais leves, como voile, musselina e gaze de linho, conferem leveza e frescor, mas podem exigir a instalação de forro, persiana ou blackout por baixo, caso sejam eleitos para o quarto.

Cores escuras e terrosas tendem a diminuir o tamanho dos espaços e trazer mais aconchego, enquanto tons neutros e claros amenizam a sensação de calor, dão ideia de amplitude e tendem a suavizar a decoração. Se for optar por estampas, prefira apostar em desenhos neutros e pequenos, ou ainda em detalhes na lateral ou na base da cortina. “O uso excessivo de informação traz um aspecto enjoativo ao modelo”, afirma Juliana Tiziani, proprietária da Cortinaria & Etc. O uso de listras verticais é outra opção e pode ajuda a alongar o ambiente, fazendo “crescer” o pé direito.

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Trilho ou varão?

As cortinas de tecido podem correr em trilhos ou varões. Os varões ficam geralmente expostos e pedem o uso de argolas, ilhoses ou alças passantes para que a cortina corra (muitas vezes com dificuldades), aumentando ou reduzindo o volume da ondulação protetora.

O trilho suíço permite que a cortina corra mais facilmente, no entanto, sua estética pouco atrativa faz que permaneçam escondidos em cortineiros (bandôs) de gesso ou madeira. Mas a grande dificuldade do modelo é a manutenção, já que não pode ser colocado diretamente na máquina de lavar porque as estruturas metálicas enferrujam.

Medidas

O comprimento da cortina também merece atenção. Modelos longos, que começam no teto (ou pelo menos 15 centímetros acima da janela) e alcançam o chão, são os mais usados por “alongar” o ambiente. Cuidado para não deixá-las muito curtas, dando a impressão de que faltou tecido, ou muito longas a ponto de arrastar no chão e sujar com facilidade.

Modelos curtos, comuns em cozinhas e salas de almoço, também podem ser usados quando houver a presença de móveis posicionados logo abaixo da janela. Nesse caso, ele deve terminar de 10 cm a 15 cm abaixo da janela. Em ambos os casos, é importante deixar ao menos 10 cm de tecido de cada lado do vão da esquadria, para garantir o acabamento, lembra Andreia Pressato, gerente de produtos Luxaflex HunterDouglas.

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