Móveis multiuso, cadeiras ergonômicas e iluminação planejada são alguns dos aspectos dos escritórios compartilhados que podem incrementar o espaço de quem trabalha em casa

Um lugar aconchegante e repleto de praticidade. Isso é o que os profissionais que valem-se de escritórios compartilhados (os chamados coworkings) esperam encontrar. A atratividade de ambientes coloridos, bem iluminados e funcionais – tão comuns nestes espaços – são aspectos que melhoram o desempenho no trabalho e podem ser usados também no home office. Mas é importante fazer as devidas adaptações. “Os coworkings abusam de soluções no mobiliário. A presença de bancadas conectadas e peças multiuso são exemplos a serem copiados. Entretanto, em casa, é preciso ter mais personalidade”, afirma Marcelo Rosset.

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A facilidade de adaptação dos móveis multiuso faz que mesas expansíveis, pufes e prateleiras marquem presença nos ambientes compartilhados. A aposta é uma alternativa interessante também nos espaços integrados da casa, permitindo deixar de lado mesas grandes que remetem a escritórios tradicionais. “A característica despojada deve ser predominante no home office , afinal, não se trata de algo corporativo. Vale recorrer a itens como cavaletes e escrivaninhas, que estão em alta”, diz Marina Dubal, arquiteta. Apesar disso, é ainda fundamental considerar a ergonomia das peças antes de fechar a compra.

“Mesas e cadeiras precisam ser confortáveis e ergonômicas . Elas podem e devem ser bonitas, porém, é indispensável permitirem o apoio dos pés no chão e do antebraço na mesa, mantendo a coluna reta”, diz Erica Salguero, arquiteta. A proposta de seguir a decoração usada nos coworkings inclui também capricho no quesito organização. Um aspecto a ser copiado é a proximidade de equipamentos (impressora, telefone e scanner) na mesa de trabalho – sem se esquecer da importância dos armários para guardar o restante dos materiais. Outra proposta é usar painéis e lousas nas paredes. O recurso traz funcionalidade e permite visualizar melhor os projetos.

Os usuários de escritórios compartilhados se deparam ainda com paredes coloridas e grafitadas em salas e corredores. A presença de cores frias como azul e verde é muito usada pelos decoradores para estimular os profissionais, mas nas residências a recomendação é apostar em tons quentes – amarelo e vermelho, por exemplo – para deixar tudo mais aconchegante. Lembre-se, no entanto, de evitar cores muito fortes ou estampas excessivas em locais pequenos ou destinados ao descanso.

O capricho na iluminação do espaço de trabalho em casa é mais um aspecto fundamental. Grande parte dos coworkings abusa de pendentes e luminárias de mesa para garantir foco nas bancadas. Mas o conforto visual realmente aumenta quando a luz natural está presente, então, o ideal é trabalhar próximo a janelas e portas de vidro. Além disso, a sensação de aconchego pode ser obtida por meio de plantas . Uma alternativa é recorrer a espécies que não deem muito trabalho como ráfias, pacovás e dracenas.

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