Muitas são as propostas para o uso sustentável de recursos naturais e, por consequência, a preservação do Planeta. Veja a seguir como projetos de engenharia e arquitetura podem colaborar com este desafio

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=delas%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237508161525&_c_=MiGComponente_C

Celeiros de soluções criativas, as últimas mostras de arquitetura e decoração do País têm nos mostrado boas propostas de sustentabilidade. Uma delas, a CAD ¿ Casa Arte & Design, realizada no final do ano passado, passou inclusive a adotar o lema Rumo à Sustentabilidade ¿ Menos CO2. Todos os projetos apresentados visavam o aproveitamento de águas pluviais, fontes de energia renováveis e o uso de materiais de baixo impacto ambiental.

A partir das ideias ali vistas pelo público, tudo pode ser aproveitado em projetos de arquitetura e engenharia. Em construções de casas particulares, já se vê boa parte dessas propostas sendo adotadas. Mas na construção de edifícios, ainda estamos engatinhando, pois são raras as construtoras que já oferecem projetos com esta preocupação ambiental.

No entanto, as possibilidades vêm em grande escala. A exemplo, temos revestimentos de pastilhas feitas com reciclagem de vidro de lâmpadas descartadas. Além do Viroc, um revestimento interno que mistura cimento com madeira de reflorestamento.

Apartamento decorado, da Gafisa, com assinatura da arquiteta Cilene Monteiro Lupi, que utiliza a madeira de demolição e fibras naturais de diversas formas e em praticamente todos os ambientes

Mas a lista é vasta: existem LEDs econômicos, pisos de eucalipto de reflorestamento, paredes revestidas com fibra de bananeira, móveis feitos com madeira de demolição , persianas de fibra de bambu e muito mais. Nos banheiros, pode-se reutilizar a água do banho para a descarga. E a bacia, por sua vez, pode ter divisão da caixa acoplada em 3 e 6 litros, o que otimiza a água.

Outra possibilidade já vista em projetos modernos é o sistema de coleta de águas pluviais, que utiliza água das chuvas na limpeza e nos vasos sanitários. E há quem invista no tratamento de seus efluentes, para que os resíduos saiam com mais de 90% de pureza. Com isso, a água resultante desse processo pode ser utilizada para os jardins.

E a energia solar também está na pauta das construções ecológicas, até porque esse sistema hoje apresenta tecnologias viáveis, do ponto de vista econômico, diferente de tempos atrás em que o custo era altíssimo. Com ele, pode-se obter iluminação interna e água quente para todos os sanitários, torneiras e chuveiros.

Cilene Monteiro Lupi empregou a madeira de demolição para criar o painel que embute a TV no quarto de casal

O aproveitamento da luz natural também é outra medida já prevista em projetos conscientes, prevendo grandes vão, varandas e panos de vidro. A boa ventilação também tem prioridade, já que com a entrada de ar pode-se economizar energia elétrica no uso de sistemas de climatização.

Também para afastar o calor, pode-se usar brises e vidros especiais nas janelas, com esse mesmo propósito. Algumas casas e edifícios empregam ainda os telhados brancos, que refletem os raios solares, minimizando a incidência do calor e, assim, reduzindo a temperatura interna.

Em São Paulo, a construtora MBigucci já está saindo na frente e não é à toa que recebeu no ano passado o certificado ISO 14001 de Responsabilidade Ambiental. O diretor técnico Milton Bigucci Júnior explica que uma das políticas da empresa é a reciclagem de materiais de obra.


A arquiteta empregou madeira de demolição para criar o painel que embute a TV e também o deck sob a banheira na suíte máster

Tudo o que seria desperdiçado, como gesso, madeira e entulho, é em parte reciclado e depois reaproveitado no canteiro de obras. E os resíduos não reutilizados são enviados a empresas recicladoras. Dessa forma, o desperdício é quase nulo, afirma Bigucci Júnior.

Além disso, os projetos da MBigucci tratam da economia de água e energia elétrica. Nos canteiros de obras, toda a água do lavatório e do chuveiro é recolhida, tratada e reutilizada em vasos sanitários. Isto gera uma economia de cerca de 30% a 40% do consumo de água, ressalta o diretor técnico.



Leia mais sobre: Sustentabilidade


Fontes:
CAD
MBigucci
Cilene Monteiro Lupi
Gafisa

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.