Identificação biométrica, senhas... o que falta agora?

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Você chega no seu prédio e abre o portão automático. Quando entra, o porteiro pede para revistar o porta-malas. Você sai do carro e aperta o botão do elevador, mas, antes, tem que colocar a senha ou o dedo, para que o identificador reconheça sua digital. Parece loucura? Pois, prepare-se, porque você corre riscos de um dia usar um desses.

Nos últimos anos, o número de prédios que apostam em sistemas de segurança rigorosos cresceu muito, e promete se expandir ainda mais.
E não é só nos elevadores que a segurança está sendo elevada não, porque a lista também inclui revista de carros e abertura de portas com identificação de digital ou senha.

Essa rotina era comum em prédios comerciais, mas agora invadiu também os residenciais. Para se ter uma idéia, só no último ano, estima-se que mais de quinze mil aparelhos como esses tenham sido instalados em prédios residenciais no Rio de Janeiro.

Exagero ou questão de segurança?

As regras ficam ainda mais rígidas de acordo com a elevação do padrão do prédio. Coitados dos moradores, que, com medo de serem vítimas da violência da cidade, perdem a liberdade e sujeitam parentes, amigos e conhecidos ao constrangimento de serem tratados como suspeitos na porta da própria casa. 

Nas portarias de muitos prédios residenciais, pedir o documento de identidade virou procedimento padrão até mesmo quando o morador avisa que espera visita.

O administrador de empresas Marcelo Novaes passou por uma situação constrangedora ao ir à casa de um cliente. "Esperei mais de 20 minutos na frente de um prédio em que fui levar um contrato", diz. 

"Como eu estava bem perto da casa do cliente, achei que era mais prático passar lá do que mandar alguém, mas me enganei". Depois de receber seus documentos, o porteiro os repassou a uma outra pessoa, que levou ao morador. Marcelo nem esperou que os documentos retornassem, mandou retirar no dia seguinte.

Tecnologia de ponta

Hoje em dia também não é nenhum absurdo encontrar elevadores com senhas, que deixam o morador apenas no seu próprio andar, não permitindo "passear" pelo prédio livremente.

A jornalista Carolina Patrocínio, de 23 anos, conta que já morou em um prédio em Santo André onde o elevador contava com esse sistema. "O prédio tinha dois apartamentos por andar, sendo que cada andar tinha uma senha. Se você errasse a senha a porta não abria".

"Para ir a algum outro andar ou receber uma visita no seu apartamento você precisava acionar uma chave que liberava o acesso ao andar", conta. "O problema é que tinha um tempo para a pessoa digitar a senha, e muitos não conseguiam digitar nesse intervalo, principalmente as crianças. No final, tiveram que desligar o sistema. Foi um investimento à toa".


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