Uso de materiais ecológicos e pequenos ajustes no projeto arquitetônico garantem a construção de uma casa verde

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Quem está pensando em construir, tem em mãos uma da melhores oportunidades de entrar para o time dos verdes, ou seja, de ter uma casa totalmente sustentável, alinhada com as necessidades mundiais de minimizar o impacto ambiental, promover o uso racional da energia, da água e da madeira, não utilizar materiais tóxicos e aproveitar ao máximo a vegetação local.

Não podemos mais virar as costas para as questões ambientais. Uma boa casa sustentável tende a ser mais interessante e duradoura e, à longo prazo, apresentar baixo custo nas contas de consumo, afirma arquiteto Fernando Forte, da Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz Arquitetos .

Mas para ser construída sob parâmetros ecológicos, uma casa deve ter seu projeto concebido a partir de premissas de ecoeficiência e sustentabilidade. O imóvel já deve nascer com essa preocupação para que atinja os melhores resultados de modo viável, afirma a arquiteta Silvia Manfredi, diretora geral da Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica ( ANAB ).

Neste caso, a consultoria de um bom arquiteto se torna fundamental. Estes profissionais estão aptos a levar em conta critérios como conforto ambiental, uso eficiente dos recursos energéticos, reutilização da água, escolha dos materiais certos e processos sustentáveis durante a obra, diz o arquiteto Marcelo Morettin, da Andrade e Morettin Arquitetos .


Comece do zero

O primeiro passo na realização do projeto é observar o clima local, incluindo a radiação solar, os ventos, a umidade, o microclima e as condições de iluminação natural. Para se obter o máximo de conforto e eficiência energética, deve-se esgotar todas as soluções previstas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para bioclimas brasileiros, e somente depois partir para estratégias ativas de climatização, se necessário, explica a diretora da ANAB.


Em regiões ensolaradas, a instalação do sistema de captação de energia solar ajuda a reduzir o consumo elétrico


A segunda medida é ficar atento ao tipo de tecnologia, sistema construtivo e materiais que serão utilizados. Aí, cada caso é um caso e o arquiteto deve fazer uma análise das soluções mais sustentáveis e ecoeficientes conforme as necessidades e condições locais, considerando os impactos ambientais diretos e indiretos, a saúde dos usuários e a viabilidade técnica e econômica, diz Silvia.


Cuidado extra

Ser uma casa sustentável requer também aproveitar ao máximo a vegetação local e não agredir o meio ambiente. Para isso, é necessário conhecer as espécies existentes no local e em seu entorno. Identifique as plantas nativas e tente integrá-las ao projeto, indica a bioarquiteta Alzira Sugae Nishikubo, do Núcleo Paulista de Arquitetura e Decoração .


Fernando Forte trouxe a árvore nativa para dentro de casa


No caso da madeira para estruturas, revestimentos, coberturas e móveis, dê preferência ao uso daquelas vindas de reflorestamento, demolição ou retiradas com manejo sustentável. As boas madeireiras sempre fornecem certificado de origem controlada, alerta Fernando Forte, da Forte.


Aposte no uso de madeira certificada em revestimentos e móveis


Para saber mais

Uma parceria firmada recentemente entre a ANAB da Itália e o Institut für Baubiologie + Oekogie Neubeurern ¿ IBN , da Alemanha, deu origem à Universidade da Arquitetura Sustentável (UniANAB), ligada à Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica do Brasil.

O objetivo é oferecer cursos de qualificação e formação a profissionais de qualquer área que queiram se especializar em arquitetura sustentável e bioecológica.

Informações: www.anabbrasil.org

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