Saiba se o próximo ano será bom para comprar imóveis e quais oportunidades surgiram com a crise

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O ano de 2008 começou com grandes expectativas para o mercado imobiliário no Brasil. Muitos empreendimentos foram lançados no primeiro semestre e as oportunidades estavam cada vez mais atrativas para a população que queria adquirir imóveis por meio de financiamento. No entanto, a crise financeira nos Estados Unidos mudou este cenário e pegou de surpresa tanto os construtores e incorporadores quanto os consumidores.

A economista Amaryllis Romano, sócia da Tendências Consultoria, acredita que o mercado imobiliário ainda não sentiu os efeitos da crise e que as consequências serão maiores em 2009. Apesar de não existirem dados para o Brasil sobre os lançamentos e vendas, as pesquisas por cidades dão conta de um mercado ainda bastante aquecido, principalmente em São Paulo, explica.

De acordo com o estudo sobre o setor imobiliário desenvolvido pelo Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), foram vendidas 28.464 moradias desde janeiro até setembro de 2008 na capital paulistana, o que significa um crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O mercado imobiliário certamente deve fechar 2008 com resultado ainda bastante positivo, pois a crise começou a ter efeito somente a partir de meados de outubro, afirma Amaryllis. 

A queda no ritmo de vendas nos últimos meses de 2008, por sua vez, trará novas oportunidades no próximo ano para quem procura imóveis que caibam em seu bolso. Isso porque as construtoras e incorporadoras, cautelosas com o que pode vir a acontecer no setor, já reviram as suas metas para 2009 e diminuíram o número de empreendimentos que serão lançados, o que consequentemente as obriga a trabalhar melhor com as unidades que ainda não foram vendidas.

Em crise, mesmo que não se aposte em liquidações no mercado, certamente aumentam as possibilidades de alguns negócios a preços bem mais baixos que os de mercado. É preciso estar atento ao que o mercado apresente, acredita Amaryllis.

Apesar disso, a compra de imóveis exigirá bastante atenção do consumidor, que não pode deixar se levar pela emoção e deve ficar de olho nas ofertas, sempre analisando se o imóvel está dentro das suas condições orçamentárias e se as taxas de juros dos financiamentos, por exemplo, não estão elevadas. O próximo ano deve ser bem mais difícil que 2008 por conta da crise global, mas mesmo assim vamos trabalhar com números positivos, finaliza a economista.


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