Ruas de pedra e casas caiadas convidam a uma viagem ao Brasil colonial

Casarões coloniais e ruas de pedra ainda estão conservados na cidade
Luciana Matos e Silvio Cezar de Oliveira
Casarões coloniais e ruas de pedra ainda estão conservados na cidade
Caminhar pelo Centro Histórico de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, é fazer uma verdadeira viagem ao século 17. É possível sentir a atmosfera do Brasil antigo, com igrejas e casarões imponentes. As construções possuem estilo colonial e são feitas com materiais muito usados na época: pau-a-pique, taipa, adobe e cal.

Portas e janelas receberam molduras feitas com madeira ou pedras. “A maioria é pintada de azul e branco, tons que remetem às construções portuguesas”, explica Frederico Flósculo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (Unb).

O traçado das ruas, ainda pavimentadas com blocos irregulares de pedra, é sinuoso para evitar o vento encanado e garantir a incidência solar em todas as casas. “A beleza está em cada curva e em todos os detalhes”, diz.

No centro, a circulação de carros foi proibida e permite que os pedestres apreciem com calma os detalhes da arquitetura. Muitas das residências abrigam lojas de artesanato local e restaurantes de dar água na boca.

Inclua no roteiro

Quem chega à Paraty pelo mar é recebido pela visão da igreja Nossa Senhora das Dores
Luciana Matos e Silvio Cezar de Oliveira
Quem chega à Paraty pelo mar é recebido pela visão da igreja Nossa Senhora das Dores
Visite a igreja Nossa Senhora dos Remédios, que começou a ser construída em 1787 e foi entregue 86 anos depois, em 1873. A fachada é composta por pedras de cantaria esculpidas em formato de paralelepípedo.

Outra opção de passeio é a Casa da Cultura de Paraty, administrada pelos moradores locais e aberta ao público em 1990. É caracterizada pela arquitetura colonial e foi construída em 1754 com adobe e cal.

Vale saber

Entre um casarão e outro, não deixe de visitar a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, que acontece de 4 a 8 de agosto de 2010 acontece. Escritores, cineastas, quadrinistas, artistas plásticos, historiadores e jornalistas, entre outros profissionais, comporão 20 mesas de debates variados. Um dos convidados deste ano é o americano Benjamin Moser, autor da biografia de Clarice Lispector.


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