Ofurôs dos mais diversos tamanhos transformam a casa em um oásis de relaxamento

Se a rotina das cidades se torna cada vez mais estressante, reservar um tempo para relaxar, além de ser uma ideia irresistível, é um cuidado a mais com a saúde e o bem-estar. Daí ser cada vez mais comum o projeto da casa incluir um minispa, com ofurô ou banheira.

Definir o local onde o spa ficará é o primeiro passo. “Para ter um spa completo, com ofurô e cama de massagem em casa, é preciso ter um espaço mínimo de 7 m²”, afirma o arquiteto e massoterapeuta Nelson de Moura Jr. “Também é preciso pensar em questões práticas, como ter um banheiro próximo, e um armário para guardar toalhas e óleos essenciais”, completa.

Escolher um lugar muito exposto não é recomendado, pois o vento e o frio podem atrapalhar o relaxamento. Se o ofurô ficar em uma cobertura ou no quintal, faça uma cobertura na área.


“Caso contrário, aposte no paisagismo, com plantas mais altas, para barrar a corrente de ar”, diz o arquiteto Aquiles Kilaris

Para a arquiteta Pammela Menezes, o importante é aproveitar o espaço. “Se for um terreno grande, vale mais a pena fazer o spa na área externa.” Mas, se o quintal for reduzido ou se tratar de um apartamento sem sacada, há também a possibilidade implantar o ofurô no banheiro.

Porém, nesses casos, é recomendável optar por uma tina menor, com capacidade para no máximo duas pessoas. Hoje, há ofurôs de todos os tamanhos, com jatos de hidromassagem e luzes de cromoterapia embutidas e até aqueles apenas para escalda-pés. Aproveite.

De olho na estrutura

Quem pretende implantar um ofurô na sacada deve, antes de mais nada, certificar-se de que a estrutura do edifício suporta o peso da banheira oriental, encontrada em cedro rosa, fibra de vidro e acrílico. “Em apartamentos de cobertura, normalmente, já há um cálculo estrutural que prevê suporte para o peso de piscinas. Mas, em apartamentos convencionais, é interessante falar com a construtora”, afirma Kilaris.

Para facilitar o processo de instalação, o designer de interiores Alexandre Colombo, indica banheiras que dispensam a construção de um suporte. “Hoje em dia existem ofurôs e hidromassagens de sobrepor, o que torna a instalação mais versátil, rápida e de fácil manutenção”, afirma.

Mas Pammela alerta: “o grande problema de um projeto de spa é a questão hidráulica”. Encanamentos e vedação precisam ser bem planejados e reforçados para evitar vazamentos.

De acordo com Alexandre Colombo, o aquecimento da água – que pode chegar a 39ºC durante o banho – costuma ser previsto pelos fabricantes, porém, “a utilização da energia solar pode ser uma excelente ideia para manter a água aquecida sem gastar muito dinheiro”.

Decoração zen

Criar um clima zen para o espaço que vai abrigar o ofurô também é importante para garantir o máximo de relaxamento. Um espaço silencioso é apenas um dos requisitos para o spa caseiro.

“Os materiais devem dar sensação de intimidade, por isso trabalho muito com madeira, texturas, paredes de pedra e uma fonte de água, para esconder algum barulho externo”, diz Moura Jr. Para quem quer facilitar a limpeza da área, o arquiteto afirma ser possível mesclar cerâmicas e porcelanatos no revestimento do piso, e madeira nas paredes. Pammela Menezes ainda recomenda tons claros que remetem à natureza.

Apesar do caráter zen típico dos spas, Nelson de Moura Jr. reforça que é possível imprimir um toque especial e de personalidade na área de relax. “Há projetos mais hippie-chic, com cimento queimado, ou sofisticados, com mármore. Tudo depende do gosto.”

Alexandre Colombo, por exemplo, apostou em um estilo mais cool para o espaço assinado por ele para a Casa Cor Campinas 2010. “O projeto foi inspirado nos spas nova-iorquinos”, explica o designer. Já a arquiteta Renata Pati transformou a varanda da suíte da casa de praia de um casal em deck de relaxamento. “É um cantinho privê para o casal aproveitar a vista integrado com a natureza”, afirma.









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