Flexibilidade e iluminação difusa estão entre os diferenciais da nova lâmpada

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Divulgação
A "Four Times Four", criada por Ingo Maurer, distribui a luz em vários sentidos
Depois do LED, mais nova tecnologia promete revolucionar o design de iluminação. Trata-se do OLED (sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz), um sistema de painéis que emitem luz regular e difusa. Diferentemente dos LEDs e dos tipos mais tradicionais de lâmpadas, cuja luz parte de um ponto único.

Entre as principais vantagens dos painéis de OLED, estão a transparência – que dispensa o uso de refletores – e a flexibilidade, que permite a criação de luminárias com design inovador. A luz perde sua função técnica e ganha status de elemento decorativo.

Em termos de inovação, estamos para o OLED hoje como estávamos para o LED há cinco anos. O custo deve baixar gradativamente, assim como ocorreu com seu antecessor. A conclusão do light designer da Philips Oscar Peña sugere que o futuro do design de iluminação será dominado por estas delicadas superfícies emissoras de luz. Como o custo da produção ainda é alto, o que interfere diretamente no bolso do consumidor, a multinacional holandesa ainda o encara como uma iluminação conceitual.

Responsável pelo projeto do estande da alemã Osram na Light + Building 2010, que ocorreu no mês de abril em Frankfurt, Andreas Schulz, do escritório de light design Licht Kunst Licht, acredita que aos poucos o OLED mudará nossa percepção de luz e espaço.

Destaque em Milão

Na última Semana de Design de Milão, realizada em abril, a versatilidade do LED orgânico apareceu nas criações de Ingo Maurer. O mestre em iluminação foi o primeiro a trabalhar com os painéis de OLED e expôs obras-primas como as luminárias “Flying Future” e “Four Times Four”.

A “Flying Future” é uma luminária pendente que conta com 100 painéis de OLED, dispostos em 30 cm² de um substrato de vidro transparente. Já a “Four Times Four” é um jogo de quadrados distribuídos simetricamente ao redor de um eixo, emitindo luz em diferentes sentidos.

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