Oscar Niemeyer faz da Capital Federal seu maior portfólio ao ar livre

Em 1956, Juscelino Kubitschek, então presidente da República, convidou o arquiteto Oscar Niemeyer para projetar os edifícios que definiriam a identidade da nova capital, Brasília. Para Rodrigo Queiroz, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, “ele era a pessoa mais indicada para traduzir a modernidade do País e soube fazer isso de forma brilhante”.

Tanto que, quando se fala em Brasília, a associação ao nome de Niemeyer é imediata, mas é importante lembrar que o autor do projeto urbanístico da cidade foi Lucio Costa, que, não por acaso, influenciou muito a obra de Niemeyer, desde o início de sua carreira.

As construções mais emblemáticas da capital compõem a Praça dos Três Poderes – o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal –, sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, respectivamente. Elas reúnem algumas das principais marcas da arquitetura de Niemeyer: pilares e abóbadas em concreto, fachadas de vidro e espelhos d’água.

Entre os edifícios brasilienses de mais destaque, estão também o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, e a catedral metropolitana, que “deixa qualquer arquiteto embasbacado”, segundo os arquitetos Fernando Forte e Lourenço Gimenes, do escritório FGMF. 

O arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé, trabalhou na construção de Brasília ao lado de Niemeyer e conta que aprendeu muito com ele. “Fui superinspirado pelo Oscar como ser humano e como arquiteto. Ele sempre tem soluções diferentes e todo o seu trabalho permanece atualíssimo. Ninguém jamais explorou tão bem a plasticidade do concreto armado como ele”, diz.

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