Projetar uma residência sustentável, agradável em qualquer estação era o desafio desta casa em Porto Alegre

Criar uma residência sustentável não é tarefa fácil. Requer muito estudo e também um investimento geralmente maior. Mas a empreitada vale a pena. É o que assegura a dupla de arquitetas Cíntia Gusson Etges e Karen Bammann, do escritório Etges Bammann Arquitetura, de Porto Alegre, que ganharam reconhecimento ao projetarem uma casa em Santa Cruz do Sul (RS), que une beleza e ecoficiência.

Adotar madeiras de demolição é o primeiro 
passo para ter uma casa sustentável
Divulgação
Adotar madeiras de demolição é o primeiro passo para ter uma casa sustentável
O primeiro passo foi adaptar a edificação ao meio em que ela estaria inserida, prevendo não apenas a economia de água e energia, como também a redução da emissão de carbono com o transporte. Daí, priorizar a contratação de serviços e materiais de construção em áreas próximas à obra.

Para não agredir a natureza, as arquitetas preferiram usar em boa parte da obra, o que ainda trouxe “uma estética interessante ao projeto”, afirma a dupla. Além disso, foi dada preferência para esquadrias reutilizáveis e materiais renováveis como tijolo e pedra.

Luz natural e boa ventilação foram prioridades

Com 322 m², ao projeto destacou-se por seus eficazes sistemas de iluminação, aquecimento e ventilação naturais em uma região onde faz muito calor no verão e o inverno é rigoroso. “Além da questão do clima, o terreno fica numa área baixa e o solo é bastante frágil”, destaca Cíntia.

As profissionais, que na época trabalhavam também com a arquiteta Marina Dalla Lasta Frigeri, fizeram questão de aproveitar ao máximo a iluminação natural. “Optamos por muitas aberturas. As maiores ficaram voltadas para a face Norte, que conta com a melhor orientação solar, e as menores foram instaladas na cobertura”, conta Karen, que complementa: “Assim, a luz artificial só é usada à noite”. Outro artifício utilizado foi a escolha de cores claras para as paredes.

Aproveitar ao máximo a iluminação natural 
ajuda a economizar energia elétrica
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Aproveitar ao máximo a iluminação natural ajuda a economizar energia elétrica
Corredores de ar e placas solares ajudam a poupar energia

Para que a casa não ficasse quente demais durante o verão foi criado um jardim de inverno voltado para o Sul, por onde o vento passa, levando o calor para as outras áreas. “Essa é a chamada ventilação cruzada, que permite a sensação de conforto térmico o ano todo no local”, esclarece Cíntia.

Mas a luz do sol não traz apenas incômodos. Ela também é determinante no aquecimento da água que serve toda a casa. “Mesmo nos dias mais frios, a água fica aquecida”, afirma Cíntia, que também criou um sistema de captação de água das chuvas para reuso na rega dos jardins e nas descargas.

O mecanismo só traz vantagens: contribui para a diminuição dos alagamentos e dos gastos mensais com fornecimento de água, além de economizar um recurso natural cada vez mais escasso.

Consultoria:
Etges Bammann Arquitetura - Telefone: (51) 3026-5416

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