Veterano na Casa Cor, o arquiteto João Armentano subverte conceitos e cria uma verdadeira mansão para ratos na edição de 2010

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Um lugar pequeno, com som de goteira pingando e luz difusa. Essa é a primeira impressão que se tem no espaço que o arquiteto João Armentano criou para a Casa Cor 2010: um porão. “Essa é uma mostra em que as pessoas fazem ambientes bonitos e revolucionários. Nesse ano, pensei em pegar um ambiente inusitado, que eu nunca explorei”, teoriza Armentano, que participada mostra pela 13ª vez.

No espaço de apenas 28 m², o dono da casa não é a estrela principal. “O porão tem uma vida própria, ele vai adquirindo uma história. E tem um frequentador muito esperto, que é o rato.” Foi pensando nesse pequeno habitante que o arquiteto criou mais de 20 pequenos ambientes.

Assim, as pequenas salas e quartos ganharam referências tanto do mundo lúdico, como do mundo da arquitetura. Personagens de desenhos animados como Mickey Mouse e Tom & Jerry estão por todos os lados, seja em quadros de inspiração pop-art ou DVD’s que fazem parte da decoração. Em uma sala, Armentano reuniu Niemeyer, Picasso e irmãos Campana para mostrar que o ratinho também entende de arquitetura e design. “Porque, se o rato escolheu o porão de um arquiteto, eles devem ter alguma afinidade”, brinca.

Miniaturas inspiradoras

Armentano explica que, apesar da fantasia, os ambientes pensados por ele não são apenas cenografia. “Esse sonho do ratinho pode virar uma realidade”, afirma. Afinal, cada uma das caixinhas serve de inspiração para um espaço em tamanho real. “Cada uma tem uma poesia, um movimento”, completa.

Mesmo podendo ser transportado para o mundo humano, ele o grande barato do projeto foi a possibilidade soltar a imaginação nos detalhes. “Eu não dormia pensando sempre em alguma coisa nova.”


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