Confira projetos e dicas de especialistas para aproveitar ao máximo os ambientes estreitos

As áreas sociais são cada vez mais valorizadas nos empreendimentos imobiliários. Com isso, muitas vezes a cozinha acaba sendo prejudicada no projeto e se transforma praticamente em um corredor. “Com os apartamentos cada vez menores e a busca por insolação no living e nos quartos , a cozinha fica com o que sobra”, afirma a arquiteta Sabrina Salles. Apesar de ser difícil fugir disso, é preciso se certificar de que o ambiente tenha pelo menos 90 cm de espaço livre. “O ideal seria um metro. É o mínimo para abrir o forno com conforto, ou para que duas pessoas possam passar ao mesmo tempo”, explica a arquiteta Cilene Monteiro Lupi.

As dimensões estreitas significam que o sonho de uma ilha central pode não se tornar realidade. “Mas é possível encontrar lugar para todos os equipamentos mesmo em espaços reduzidos”, garante a arquiteta Cynthia Pimentel Duarte. Em, graças a um eficiente projeto com armários planejados , em apenas 6 m² ela acomodou micro-ondas, forno e fogão elétricos e até adega.

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O truque foi integrar a cozinha com a área de serviço, eliminando o tanque e o varal. “Foi viável, neste caso, pois se trata de um apartamento de veraneio, em um prédio com serviços de hotelaria”, explica a profissional. “De qualquer forma, não tenho nada contra a mistura dos ambientes.” Outra solução interessante foi criar uma bancada profunda, com nichos para alimentos e temperos junto à parede. A torneira com filtro embutido dispensa a presença de mais um eletroportátil – boa ideia para quem mora em poucos metros.

Sabrina Salles também já enfrentou com sucesso projetos de cozinha corredor. Em um ambiente de 15 m2, mas com formato difícil, ela incluiu uma prancha que sai do armário, transformando-se em mesa ou base de apoio. A arquiteta sempre procura derrubar paredes em projetos de cozinha corredor. “ Integrar com a varanda ou a sala é um jeito de aumentar o espaço ”, diz.

Já que o formato é linear, a instrução de Cilene Monteiro Lupi é separar as áreas molhada e seca. “Procuro deixar fogão, pia a geladeira na mesma parede. Do outro lado podem haver armários e uma bancada de refeição”, explica a profissional. Ela também é a favor da integração. “Dá sensação de continuidade.”