A moderna tecnologia esbanja vantagens e ainda dura 500% mais que as lâmpadas normais

O sistema de iluminação LED está na moda e veio para ficar. Consagrado entre os profissionais de decoração, o emissor de luz já foi acusado de iluminar pouco, ter luz fria e ainda custar muito caro. Mas tal realidade mudou. O LED hoje emite uma quantidade de luz semelhante à de lâmpadas tradicionais, gastando menos energia, e apresenta temperatura de cor entre 2700k e 6000k (com tons amarelados e brancos). “O modelo esbanja vantagens também na durabilidade. Alguns tipos duram até 40 mil horas – contra seis mil da fluorescente – e requerem menos manutenção do que os tradicionais. O LED é ainda sustentável por não ter metais pesados em sua composição”, diz Gilberto Grosso, lighting profissional e CEO da Avant.

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E os benefícios não param por aí. O modelo é econômico, já que com uma potência de apenas cinco watts consegue emitir o fluxo luminoso de 249 lumens – desempenho semelhante ao de uma lâmpada incandescente de 25 watts. Ainda em fase de pesquisa, é possível encontrar LEDs com potências de até 150 watts, entretanto, no mercado ainda há apenas os de até 12 watts. A tecnologia deste tipo de emissor de luz vem amadurecendo ao longo dos anos, mas já se consolida como a melhor opção na hora de iluminar . Até mesmo o valor elevado compensa o uso. Enquanto a fluorescente custa entre R$ 7 e R$ 8, e a incandescente R$ 3, o LED alcança a marca dos R$ 60. “Mas é fundamental pensar no custo-benefício em médio prazo, já que o produto reduz a conta de luz em até 90% se comparado ao uso da lâmpada fluorescente. Além de ter uma vida útil imbatível”, diz Pedro Sega, gerente de produtos da Osram.

Outro benefício dos novos LEDs encontrados no mercado é a qualidade do índice de reprodução de cor (IRC). O produto já reproduz com fidelidade a cor original dos objetos, por meio de um índice 80 – nesta marca ou acima é o ideal para iluminar residências. O LED apresenta também menos emissão de calor e nenhuma de raios UV ou infravermelho. Mas o mercado brasileiro ainda oferece poucas inovações em produtos com LED. A Expolux deste ano, maior feira do segmento na América Latina, expôs lançamentos onde a grande novidade foi no formato. LEDs com estilo de lâmpadas de rosca, spots com pinos e tubos em luminárias de aletas foram alguns dos produtos que trouxeram a tecnologia para mais perto dos consumidores.

“O mercado está amadurecendo e acredito que, em 2020, cerca de 80% da iluminação mundial será feita por LEDs. Hoje, no Brasil, apenas 6% segue tal proposta”, diz Grosso. É possível encontrar os seguintes modelos do emissor de luz : PAR e AR, ideais para substituir lâmpadas halógenas, dicroicas (comuns em forros de gesso) e tubos de LED (adequados para o uso em sancas).

Mas há alguns problemas na tecnologia do momento. Mônica Ferro, proprietária da Wall Lamps, lembra que apesar dos avanços, a luz LED ainda é um tanto fria. “O brilho é um pouco chapado e não nos permite criar cenários e ter pontos de luz desfocados, algo essencial em ambientes de clima mais intimista”, afirma. Outra questão levantada por Mônica é a dificuldade de dimerizar os modelos LED. “A maioria dos produtos antigos não dava esta opção. Algumas luminárias lançadas recentemente já permitem essa automação, mas ainda sentimos um pouco de dificuldade.”

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