Apostar em armários nas bancadas, gavetões com divisórias e prateleiras são alternativas para conseguir praticidade

Investir em uma cozinha planejada é a melhor saída para trazer funcionalidade ao ambiente, aproveitando ao máximo os espaços disponíveis. Durante a realização do projeto, é fundamental explorar os cantos do ambiente e valorizar a praticidade, com a presença de armários, gavetas e prateleiras embutidas. “Uma cozinha bem aproveitada facilita os trabalhos e mantem a circulação no local livre. É importante saber o tamanho da cozinha, o número de moradores e a quantidade de móveis no momento de planejar”, diz Camila Carneiro Johnson, diretora da Florense.

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A proposta de levar funcionalidade inclui também fazer que os recursos cheguem ao cozinheiro. Isso significa apostar na dinâmica triangular (fogão, geladeira e pia) e abusar de recursos como gavetões – cerca de 60% mais caros do que armários com portas – debaixo da pia ou na bancada da ilha e prateleiras embutidas nos cantos dos móveis. Já usar portas de correr traz economia de espaço, no entanto, tem custo maior do que os modelos tradicionais. “As ferragens usadas nos sistemas de corrediças são importadas e elevam o preço final do projeto em até 35%. Além disso, elas ocupam muito espaço interno dos móveis e precisam ser melhor desenvolvidas pelos fabricantes”, afirma Freddy Hermann, diretor da Valcucine.

Outros recursos vantajosos, mas que também aumentam o valor do projeto, são as portas basculantes e os organizadores de gavetas (para talheres e panelas). As divisórias permitem guardar itens variados e muitas lojas oferecem aos clientes a opção de personalizar, adaptando os acessórios em locais como bancadas e gavetões. A instalação de armários até o teto é mais uma alternativa para ganhar espaço – além de evitar o acúmulo de sujeira na parte superior do móvel. Mas lembre-se de colocar nestes locais apenas os itens de pouco uso, nunca empilhando peças frágeis. “Um truque que também otimiza o aproveitamento de espaço é colocar armários em cima da geladeira e o gaveteiro de talheres próximo ao fogão”, afirma Camila.

Gavetas com divisórias são muito vantajosas em cozinhas planejadas. Modelo da Ornare
Divulgação
Gavetas com divisórias são muito vantajosas em cozinhas planejadas. Modelo da Ornare

Um projeto de cozinha com foco na praticidade pode ainda explorar a presença de gavetas elétricas, que dispensam o uso de força das mãos para abertura e são muito silenciosas. O consumo médio de energia elétrica em um móvel com três gavetas é de 1,08 kWh. E na falta de luz, elas podem ser abertas manualmente. “Tais gavetas são tecnológicas e fazem bastante sucesso. O consumidor deve ficar atento, entretanto, com as manchas deixadas na porta à medida que o local é aberto. A alternativa é apostar nos discretos puxadores embutidos”, diz Paula Magnani, arquiteta.

O valor elevado de uma cozinha planejada (de R$ 10 mil até R$ 60 mil nas de alto padrão) faz com que o consumidor, em alguns casos, dispense tecnologias pouco usuais. Um exemplo é a presença de fitas LED dentro das gavetas. A iluminação interna é cara e pode ser melhor utilizada na parte superior dos armários, iluminando a bancada de trabalho. “Determinadas soluções não funcionam e outras não emplacam. Temos um armário com mais de três metros de largura no portfólio e as pessoas mostram receio em adquirí-lo. O mercado brasileiro ainda é muito tradicional quando o assunto é cozinha”, afirma Hermann.

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