Construção de novos cômodos e repaginação da decoração para receber amigos e turistas estão na lista de mudanças motivadas pelo evento esportivo

A conclusão das obras nos estádios da Copa ainda gera apreensão. Mas entre os torcedores que decidiram aproveitar o momento para repaginar a casa o cronograma de entrega segue outro ritmo. Felizmente, muito mais adiantado. “Entreguei em dezembro o projeto da varanda gourmet com telão retrátil e sistema de som embutido”, afirma a designer de interiores Laura Santos, referindo-se à primeira etapa da reforma de um apartamento de 250 m², em Belo Horizonte (MG). Ligada à sala , a área de lazer ganhou um home theate r com oito caixas de som e subwoofer, avaliado em R$ 20 mil, forno de pizza, churrasqueira e freezer horizontal feito sob medida. “Se não fosse a Copa acho que não teriam investido tanto em um projeto voltado a reuniões descontraídas, mas em algo mais intimista”, acredita a profissional.

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Foi de pensando no conforto dos amigos que já combinaram de se reunir no sítio da família, em Ribeirão Pires (SP) para ver os principais jogos do campeonato mundial que a empresária Silvia Pacolla também decidiu acelerar a execução de algumas obras e reformas que já estavam em mente, mas sem prazo estipulado. “Tenho a chácara há 12 anos e sempre fui fazendo melhorias aos poucos, mas agora que meu marido decidiu que a Copa será lá, resolvemos investir para receber melhor todo mundo (o que significa um grupo que pode chegar a 50 pessoas nos jogos do Brasil)”, conta Silvia.

Entre as decisões estão a criação de uma sala de estar junto à churrasqueira, onde será instalado um telão e a colocação de um toldo ao redor do espaço para prevenir contra intempéries. A compra de um jogo de totó e de uma geladeira grande, com porta de vidro, “aquelas de bar mesmo”, para garantir cerveja sempre gelada, também já foram providenciadas, além da reforma de alguns móveis . “Começamos as mudanças em dezembro. Agora, estamos vivendo a saga do projetor”, conta a empresária, que já investiu mais de R$ 21 mil nas mudanças e se prepara para fazer um aporte pesado em televisão caso o home theater amador não dê certo.

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Outro que deixou a última parcela dos gastos para a compra do eletrodoméstico mais essencial para ver os jogos é o profissional do turismo Lucas Moreira. Desde meados de 2013 ele vem investindo em mudanças no apartamento de quatro quartos onde mora com a mãe e o irmão, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Tudo visando o rendimento extra que terá com o aluguel do quarto de hóspedes para turistas.

A sala de Renata Alamy dará espaço a um loft: a Copa estimulando obras e negócios
Arquivo pessoal
A sala de Renata Alamy dará espaço a um loft: a Copa estimulando obras e negócios

“Publiquei o espaço no AirBnB (site que oferece aluguéis para temporada) em agosto, e em dezembro já tinha quase todos os dias da Copa reservados”, diz Lucas, que durante esse período cobrará US$ 134 (R$ 322) pela diária no quarto de 6,5 m² recém-transformado em suíte. “Decidimos voltar a entrada do banheiro para o quarto para dar mais comodidade”, explica.

Outras mudanças feitas por Lucas foram a decoração e os revestimentos com temática carioca e a compra de móveis e jogos de cama e banho novos. “Estou planejando colocar ar-condicionado também”, diz ele, que estima ter investido de R$ 5 mil a R$ 7 mil. Valor facilmente recuperado. “Já recebemos ingleses, suecos, chineses, italianos. Quem tem espaço e tempo disponíveis e não está fazendo isso está perdendo tempo, dinheiro e a oportunidade de conhecer gente do mundo todo”, completa.

A administradora de varejo Renata Alamy concorda. Tanto que, depois de ver a crescente demanda de turistas pelo aluguel de seu apartamento em Belo Horizonte, decidiu dividi-lo ao meio para ampliar a oferta, principalmente durante a Copa. “Na verdade sempre foram dois apartamentos unidos em um. Agora vou voltar ao original”, explica Renata. “Como a sala é muito grande, vou separá-la dos quartos e transformá-la em um loft, com cozinha americana . E o quarto que sobrou desse lado será revertido em banheiro”, completa.

Assim, até o fim de março, ao invés de um imóvel de 250 m², com três quartos, duas salas grandes, copa, cozinha , área de serviço e varanda, ela terá um espaço de 180 m² com três quartos e outro, de 70 m², totalmente aberto. “Com os aluguéis da Copa dará para pagar por toda a obra (orçada em torno de R$ 15 mil) e ainda vai sobrar. Fora que, depois, terei um lugar separado para morar quando estiver recebendo visitantes”, afirma Renata.

Para ter uma ideia do lucro, o imóvel original, que hoje é alugado por R$ 190 (por dia), passará a custar US$ 600 (R$ 1.400), mesmo com a metragem reduzida. Enquanto o loft, com capacidade para seis pessoas, será ofertado por US$ 400 (R$ 960). “O apartamento grande já tem reservas para os seis jogos em Belo Horizonte. Cada um terá uma turma diferente. Tem até neozelandês”, garante ela, ansiosa para ver a reforma acabar.


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