Arquiteta paulista valoriza os espaços livres na hora de fazer o projeto e integra quarto e sala

A quitinete de apenas 28 m², localizada em Santa Cecília, na capital paulista, era ocupada pela arquiteta Lívia Cavalca e sua irmã. Quando Lívia ficou sozinha, a reforma do imóvel aconteceu. O objetivo inicial era aumentar o espaço de circulação e conseguir mais luminosidade. A mudança teve início com a remoção de paredes e de um guarda-roupa, que dividia a sala e o quarto. Os tacos do piso também foram substituídos e o cimento queimado marcou presença em todo o local, garantindo maior amplitude. Agora faltava organizar os móveis de modo a não perder a área livre conquistada.

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Nada de peças extras, o importante era ter o mínimo necessário. Lívia gosta de móveis fechados e, por isso, investiu em itens como armário e criado-mudo ao decorar. Mas não exagerou e preocupou-se em deixar tudo encostado na parede, evitando afetar a circulação. O truque da cama com gavetas foi usado para guardar roupas de cama e garantiu economia de espaço. Uma pequena estante também entrou na decoração do quarto, o que permitiu à arquiteta organizar livros e objetos decorativos. No banheiro, um gabinete e um armário com espelho conseguiram atingir o objetivo de acumular itens de higiene.

Outra saída de organização foi a presença de nichos nos ambientes. Lívia abusou deste recurso para decorar sem a necessidade de recorrer a mais itens do mobiliário . Deste modo, conseguiu guardar perfumes (no banheiro) e micro-ondas (em cima da pia). Na cozinha, ela precisou instalar armários, no entanto, buscou economizar o espaço interno. “Todas as louças precisavam caber ali. A saída foi usar ganchos e pendurar as canecas. É prático e funciona”, afirma. O ambiente recebeu ainda porcelanatos com estampas de caveira e iluminação led.

A ideia de aumentar a luminosidade do imóvel foi outro desafio para a arquiteta. Não poderia rebaixar o teto, mas desejava instalar pontos de luz adicionais. Por isso, resolver investir em trilhos (na sala e no quarto) com diversas lâmpadas. “Gosto muito de luminárias e quando viajei a Buenos Aires resolvi comprar luzes individuais. Juntei todas as lâmpadas e fiz um modelo personalizado ”, diz. Ao final da reforma, teve dúvidas sobre construir ou não uma pequena divisória em alvenaria que separasse o quarto e a sala da cozinha. “Procurei alternativas que não afetassem a entrada de luz no ambiente e, em um insight, lembrei dos cobogós. Eles são vazados e trouxeram leveza”, afirma.


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