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Lícia Egger é consultora em etiqueta

Co-autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude", Lícia Egger é consultora

Vamos começar a nos ajudar?

A noção de comunidade deve ser preservada, com a mesma importância e afinco que destinamos à proteção do meio ambiente

03/10/2009 08:55

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Foto: Getty Images

Por que deixamos de nos comprometer com os problemas do próximo?

Uma aluna chamada Ana contou indignada que havia levado um tombaço domingo, no parque do Ibirapuera lotado de gente, e ninguém correu para ajudá-la.

Além da dor, comentou que ficou profundamente revoltada por não ter sido reconhecida como alguém que naquele momento precisava muito de auxílio.
Beatriz, uma leitora, comentou num e-mail magoado que no escritório derrubou uma caixa cheia de papéis no chão e nenhum dos seis colegas presentes foi gentil o suficiente para ajudá-la.

Uma amiga contou que precisou pedir dinheiro emprestado na rua porque havia sido roubada e levou quase vinte minutos para conseguir uma pessoa que se dispusesse a ajudá-la.

Diante destas e de outras histórias de falta de solidariedade e boa vontade, é para se pensar o que nos faz tão insensíveis ao outro. Por que deixamos de nos comprometer com os problemas, grandes ou pequenos, dos que não nos são próximos e queremos distância das pessoas que não nos dizem respeito?

No último TED (evento intitulado “Technology, Entertainment, Design”, que começou como uma conferência 25 anos atrás), um pensamento ficou claro: só podemos pensar na vida na Terra nos próximos anos se ficar entendido que a preocupação do mundo deve estar voltada para a vida em comunidade.

Se isso for verdade, no dia a dia dá para perceber que temos um problemão para resolver até chegar o futuro. Onde colocamos o descaso para com os outros, a falta de sensibilidade para os aspectos humanos nas nossas relações e o egocentrismo que permeia cada vez mais o indivíduo?

Este é um bom momento para as famílias, empresas, escolas e universidades, além de se preocuparem com a preservação do meio ambiente, que é importantíssima, trabalharem em campanhas para melhorar a percepção das pessoas para a vida em comunidade.

Como fazer para, em vez de nos fecharmos em copas e tirar do mundo só o que nos interessa, tentar ser solidários e nos obrigar a ter boa vontade para quem está próximo?

Claro que só refletir sobre isso não resolve a questão, mas é o primeiro passo para alterar nosso comportamento nos próximos tombos das Anas, nas dificuldades das Betrizes e de tantas pessoas que percebem nos momentos de necessidade o desamparo e a falta de ajuda.

De imediato, cada uma de nós pode dar um grande passo se mantiver o olhar e o coração aberto para os que precisarem de um pouquinho de boa vontade e paciência. E, ensinarmos nossos filhos que solidariedade e disposição para ajudar não devem acontecer apenas nas horas de grande crise.

Sobre o Colunista

Lícia Egger - licia.egger@ig.com.br - Co-autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude", Lícia Egger é consultora

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    2 Comentários |

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    • aninha | 28/10/2009 14:42

      Acho ótimo a pessoa não ter sofrido um calote, não ter levado uma rasteira, não ter sido usada e não ter sido vítima de má- fé de seja lá quem! Já tive diversas experiências desagradáveis porque fui solidária, conheço pessoas que passaram igualmente pelo problema...O mundo está cheio de maus caráter e fica muito difícil acreditar numa estória igual a tipa que pediu para pagar um lanche, a convidei para almoçar e ela deu desculpas para não aceitar o almoço...a convidei então para o lanche, igualmente recusou...pediu o dinheiro! Moça nova, limpa e bem cuidada...Estranho não!? O sujeito pediu para pagar almoço p/ ele mulher e 3 crianças, falou que iria ao hospital...Me enganou, deu a volta no quarteirão e continuou pedindo dinheiro. A senhora caiu, ou fingiu, al tentar levantá-la meu amigo teve seus pertences roubados, inclusive o celular que estava no bolso da calça...Como ela fez isso? Não sabemos, ele foi direto para a Delegacia, só mais 1 nº estatístico! Por que não somos solidários? Isso não é verdade, brasileiro é um povo bom sim.

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    • eliane | 18/10/2009 00:55

      é verdade, a vida está "cada um para si e DEUS para todos", inclusive dentro das famílias, onde é a base de tudo, temos que procurar dialogar com os nossos filhos, aconselhar quando for necessário, ensiná-los a serem solidários com o próximo, porque isso tudo começa dentro do lar, Quando as pessoas de um mode geral vivem num ambiente acolhedor, com solidariedade, companheirismo, dificilmente elas não serão da mesma forma no ambiente de trabalho, na rua, ou em qualquer outro lugar.

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