Fofoca: quem conta um conto sempre aumenta um ponto
O tempo passa, a vida das pessoas muda, mas os ditados populares continuam como indicadores de regras e princípios morais da sociedade. Quem nunca ouviu os provérbios “A voz do povo é a voz de Deus” ou “Um mau acordo é melhor do que uma boa briga” é porque acabou de nascer ou perdeu a memória.
Os ditados populares são importantes porque espelham uma verdade que serve para elucidar e ensinar o que de tanto acontecer virou sabedoria popular e parece incontestável.
Pois o dito “quem conta um conto sempre aumenta um ponto” está entre os que devem ser alvo de atenção quando ouvimos ou contamos alguma história para alguém.
Quando ouvimos uma pessoa falar precisamos usar todas as nossas experiências e vivências para entender o que está sendo dito. Por exemplo, só podemos entender o quanto Nova York é linda e agitada se lá estivemos, ou se vimos a cidade em filmes e fotografias.
Assim, tudo o que vivenciamos passa por um filtro pessoal e individual que faz com nossos relatos sobre os fatos sejam uma interpretação da realidade.
Nisso, contar ou ouvir sobre um evento passa a ser fator que pode gerar muita confusão e incompreensão.
Por exemplo, quando duas pessoas conversam sobre um determinado acontecimento, se apenas uma delas viveu o fato, a história é relatada a partir de um ponto de vista que passa a ser considerado como verdadeiro.
Contar ou ouvir exige muito cuidado, porque o que foi relatado pode ter sido aumentado ou minimizado. Ou seja, nunca se sabe ao certo se o relato foi completamente fiel a realidade ou uma interpretação do que foi vivenciado.
Adotar uma política de cautela ajuda tanto na vida pessoal quanto profissional. Afinal, mesmo os mais próximos e queridos podem sem querer aumentar um ponto ao que esta sendo relatado. Coisa comum quando precisamos nos defender ou fazer graça.
Mas é possível adotar algumas medidas que ajudam a prevenir eventuais erros de interpretação ou pegar detalhes que não fizeram parte da história real:
- Nunca julgar antes de pesar se o que foi contado tem proximidade com a realidade. Muitas vezes, um relato pode estar carregado de preconceito disfarçado ou de maldade.
- Qualquer história, mesmo vinda de uma pessoa qualificada, não deve ser suficiente para determinar a total correção dos fatos. Lembre-se de que, num tribunal, são ouvidas várias testemunhas e analisadas a veracidade das histórias antes do veredicto final.
- Ao contar um fato, procure manter-se com os pés na realidade; a tendência é dar um certo colorido para a história ficar mais engraçada ou trágica.
- Desconfie do que ouve: nem sempre temos a indicação clara de uma eventual mentira ou da versão alterada dos fatos.
- Não passe adiante uma história sem verificar se o que foi ouvido está realmente correto. Esta é a única forma de impedir injustiças.
- Pese muito antes de passar adiante uma informação que pode prejudicar alguém. Um boato ou fofoca nasce justamente quando se aumenta apenas um ponto.
Lícia Egger - licia.egger@ig.com.br - Co-autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude", Lícia Egger é consultora
Na miha opinião , se todos nós ouvissemos mais, e falássemos menos, não haveria tantos mal entendidos e tantas "fofoquinhas", que é uma coisa que eu abomino.
Responder comentário | Denunciar comentáriocleusa | 18/09/2009 14:21
Concordo com Elaine Oliveira.Acrescentando se cada um cuidasse da propria Vida\nnao teria tempo pra isso rss.
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cleusa | 18/09/2009 14:21
Concordo com Elaine Oliveira.Acrescentando se cada um cuidasse da propria Vida\nnao teria tempo pra isso rss.
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