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Lícia Egger é consultora em etiqueta

Co-autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude", Lícia Egger é consultora

Preste atenção, porque você pode estar vivendo com um inimigo

Você já se imaginou nua, fazendo caras e bocas na Internet, ou tendo os detalhes mais sórdidos da sua vida expostos num livro para quem quisesse ler?

04/07/2008 14:55

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Foto: Getty Images

Pois é, de uns tempos para cá, mulheres sérias e cidadãs famosas têm sido expostas à chacota e vingança de ex-amados maridos ou namorados.

Pelo menos foi isso o que aconteceu com Oprah Winfrey, Paris Hilton e recentemente com a colunista social Rose Leonel de Maringá.

A super poderosa Oprah foi obrigada a negociar, em milhões de dólares, o silêncio do ex-marido, por um livro que abalaria a sua sólida e íntegra imagem de apresentadora.

Paris Hilton teve sua intimidade desnudada para o mundo, em cenas de sexo tórridas com o namorado sem poder, de fato, fazer nada.

Já a colunista de Maringá, uma história insólita de acusações, não terá outra saída a não ser conviver, para o resto da vida, com as fotos em que aparece nua na web.

Como isso aconteceu? Confiaram demais nos seus parceiros e se esqueceram de perceber que conviviam com um inimigo, sob a mira de uma combinação letal de falta de ética e ódio.

Para elas, provavelmente, a infidelidade de seus pares teria sido melhor, porque mesmo emocionalmente caótica, permitiria que elas fossem ignoradas. Mas, a exposição na Internet é uma traição devastadora, porque afeta a alma e a imagem pessoal.

Há pouco tempo, fotos ou histórias maliciosas sobre alguém podiam ser negadas e quem divulgava processado. Hoje, com a internet, ninguém sabe o alcance de uma foto comprometedora ou de uma história picante, e quem divulga tem poder para destruir e maldizer até mesmo as pessoas mais inocentes.

A verdade é que, no calor do amor, não é difícil se deixar filmar ou fotografar pelo amado. Afinal, o devaneio da sedução é excitante, um estimulante para o desejo, e é aí que se insinua a agudeza do inimigo.

No caso dessas mulheres, não se pode alegar inocência, mas mesmo assim, na sordidez do inimigo, elas se deixaram envolver pela fascinação do sexo lascivo ou sabe-se lá por o quê.

Tudo isso é uma pena porque evidencia que não há garantias de permanência para um amor, nem a certeza de ficar entre as quatro paredes o que é feito no calor da intimidade.

Por isso, em qualquer condição, desconfie, pelo menos um pouquinho, dos pedidos que de alguma forma possam levar à exposição da sua intimidade.


 

Sobre o Colunista

Lícia Egger - licia.egger@ig.com.br - Co-autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude", Lícia Egger é consultora

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