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Co-autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude", Lícia Egger é consultora

Chanel, uma inspiração para quem quer se libertar

A biografia cinematográfica de Coco Chanel nos lembra que sempre é possível mudar seu destino

07/11/2009 08:53

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Foto: Divulgação

A atriz Audrey Tatou como Coco Chanel

O filme “Coco Antes de Chanel”, em cartaz nos cinemas, apesar do que dizem os críticos, é uma biografia e tanto. Talvez não no sentido da Sétima Arte, mas como um lembrete para as mulheres de que a vida pode ser mudada e que o destino precisa de uma ajudinha extra para alterar seus passos.

Gabrielle Chanel não tinha nada de especial. Era uma mocinha mal nascida, com aparência pobrezinha e uma cantora sem sucesso em bares de má reputação. O que a tornou especial foi a sua determinação para dar um olé no que a vida havia aparentemente preparado para ela.

Para subir Coco teve, como todo mundo, que fazer concessões e aturar poucas e boas das pessoas. Mas, como o objetivo que ela tinha para si era maior, deixou-se guiar enquanto lhe convinha – principalmente pelos homens.

Sem os atributos de beleza próprios para se dar bem, só contava com a sua inteligência, criatividade e vontade de mudar o roteiro da sua história. Sabia que queria ser diferente e começou pelo jeito de se vestir.

Libertou-se do espartilho e de tudo o que era incômodo e imposto para as mulheres da sua época. Criou o pretinho básico, o coringa do armário que nos salva de dificuldades até hoje, e o corte de cabelos Chanel reeditado de tempos em tempos.

Não é preciso dizer o quanto esta mulher progressista e irreverente causou de desconforto e confusão para quem não acompanhava o seu arrojo. Mas ela não se deixou abalar, sabia o que queria e chegou lá.

É interessante pensar que foi através das roupas que as mulheres efetivamente começaram a mudar sua posição no mundo. Pelo menos foi assim com Maria Antonieta, Chanel e depois com o movimento feminista para queimar os sutiãs.

Sobre Coco, não é necessário dizer que a moça se deu bem, virou sinônimo de elegância e seu gosto ainda determina nosso jeito de vestir. Mas a Chanel biográfica é mais do que uma inspiração da moda, é uma lembrança viva de que não precisamos aceitar o que aparentemente nos é imposto pelo destino. De que a vida não é um círculo fechado no qual se nasce, cresce e morre, sem poder fazer nada. O destino é o que queremos ser, o que a garra e a vontade nos ajuda a construir. Não está pronto quando se nasce, só inicialmente delineado.

O destino não é como uma forma de bolo, determinado para a pessoa ser feliz ou infeliz, bem sucedida ou não. Porém, as mudanças são custosas e muitas vezes doloridas. Mas o que se sabe é que as mulheres que abriram mão de lutar em geral se arrependem.

Tomar para si as rédeas do destino não é devaneio e não tem nada de impossível, mas certamente é uma decisão difícil. Para Gabrielle Chanel não foi diferente, mas deu certo. Buscar dentro de si a força para mudar não é um dom para poucas, mas um trabalho cotidiano de arrojo, coragem e determinação que, se posto em prática, com certeza funciona.

Sobre o Colunista

Lícia Egger - licia.egger@ig.com.br - Co-autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude", Lícia Egger é consultora

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    7 Comentários |

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    • RE Abdala | 07/11/2009 17:48

      Adorei seu comentario Teodoro Caffe.Concordo plenamente.

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    • Dr.hOLLYWOOd | 07/11/2009 14:41

      Quem se acostuma com a ignorância vai viver nela.

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    • Junior | 07/11/2009 15:06

      Pena que em pleno século XXI muitas mulheres estão fazendo o caminho inverso, se bastam apenas sendo objeto descartável de desejo.

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    • paulo | 07/11/2009 14:15

      Tudo muito lindo, mas o Cocô, fudeu tudo !

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    • Negligência não | 07/11/2009 15:28

      Percebo que o comentário de Dr. Hollywood refere-se ao auto intitulado Paulo.\nEm relação ao texto, grato pela informação. Sempre é bom ler sobre exemplos de luta. Independente do gênero, a coragem e iniciativa são qualidades que muito valorizo. São pré-requisitos para a responsabilidade.

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    • TEODORO CAFFÉ. | 07/11/2009 14:02

      CHANEL FOI MUITO ALÉM DO FATO DE TER NASCIDO MULHER. NA REALIDADE ELA FOI E SEMPRE SERÁ UM EXEMPLO VIVO PARA O GÊNERO ( FEMININO) E MASCULINO, DE QUE OS PAPÉIS SOCIAIS QUANDO NÃO NOS CONVÉM, DEVEM SER RASGADOS. E A PARTIR DISSO, TRANSFORMADOS EM UMA HISTÓRIA DIGNA DE SER SEMPRE LEMBRADA E PORQUE NÃO, SEGUIDA! SE ME PERGUNTASSEM HOJE QUAL PERFUME ME LEMBRA CHANEL. HOJE EU DIRIA QUE É O PERFUME QUE ACOMPANHOU AS MULHERES DEPOIS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.

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    • helke | 07/11/2009 09:10

      Parabéns , muito bonito seu texto , muito inspirador, obrigada!

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