Animais de estimação têm que ser adaptados à rotina dos donos, mas a vida dos pets nas cidades cria situações no mínimo engraçadas...

Cada vez mais os bichos ganham status de membros das famílias e isso acaba incluindo hábitos que parecem, no mínimo, divertidos, quando não são francamente muito estranhos.

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Frofô, a tiriba-de-barriga-vermelha que adora ir voando até a feira comer frutas

Florzinha, a papagaia que adora ir à feira comer frutas
Acervo pessoal
Florzinha, a papagaia que adora ir à feira comer frutas

Florzinha é uma tiriba-de-barriga-vermelha. Frofrô, como os donos preferem chamar a ave, da família dos papagaios e periquitos, tem cinco anos, adora ser o centro das atenções e passear, diz Fernando Tangi, 32 anos, designer gráfico. Mas um pássaro passeando? Isso mesmo. Contra a ideia de deixar animais presos, seja em quintais ou em gaiolas, Fernando leva Frofô para seus programas amarrada a uma coleira que ele mesmo criou. “Acredito que os passeios são uma forma muito boa tanto para o dono quanto para o animal. ele se acalma. Pesquisei em um pet shop sobre coleiras e descobrimos uma importada, que não ficou muito boa, então eu fiz uma. É uma espécie de mochila, que deixa o pássaro livre para voar”, explica. “Costumamos ir à feira, onde a Florzinha pode provar algumas frutas. Ela adora ver movimento e barulho”, completa.

Tangi revela que a adaptação de Frofrô à rotina de casa foi tranquila e que ela adora ficar em cima do computador enquanto ele trabalha. “Como gosta de atenção, ela tem mania de falar junto enquanto estou ao telefone e de andar sobre o teclado. Às vezes, ela dorme em cima do monitor e quase cai... Se eu rio, ela desce até a mesa e me bica para que eu pare de rir. Parece que entende! “

Donatella, a poodle gourmet: três refeições por dia, sempre diferentes

Donatella e seus vestidos. Esse, de oncinha, é o favorito
Acervo pessoal
Donatella e seus vestidos. Esse, de oncinha, é o favorito

A poodle Donatella Carletti, de 12 anos, às vezes também “parece gente”. Sem saber o que é ração há uma década, ela faz três refeições por dia, como os demais membros da família Carletti. Sua dona, a enfermeira Suzana Maria Da Matta Carletti, 53 anos, lista as preferências gastronômicas da cachorrinha: “Ela come ao menos uma banana-prata por dia. Adora cuscuz e inhame com manteiga, pão na chapa, bolo de cenoura”. Donatella não repete pratos no mesmo dia nem nos dias seguintes, ou seja, se devorou um fígado acebolado no almoço não adianta querer que coma o mesmo no jantar, porque ela vai virar o focinho e reclamar.

Os amigos costumam dizer que Donatella não pensa que é gente, ela tem certeza. Não à toa, é vaidosa e adora um lacinho nos pelos. No frio, não sai de casa sem casaco. A poodle tem vestidos de festa e, antes de ser castrada, usava calcinhas e absorventes. “Tudo para o seu bem-estar”, diz Suzana.

Rotinas diferentes para os animais não são um problema, desde que existam limites

Criar rotinas que fogem dos hábitos dos animais pode ser saudável, desde que existam limites, afirma Ronaldo Lucas, coordenador do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi e professor de Medicina Veterinária da instituição. “Esses limites devem ser dados por um médico veterinário. É preciso respeitar as características do animal. Se a diretriz for sempre olhar a condição do bicho para garantir que ele está satisfeito e confortável, tudo pode dar certo.”

Pururuca, a porquinha que adora passar hidratante e toma chá de camomila para dormir

Sabrina Pressi e sua porquinha de estimação
Edu Cesar/Fotoarena
Sabrina Pressi e sua porquinha de estimação "Pururuca", para matéria sobre animais que, por viverem em cidades, adquirem hábitos estranhos à sua natureza

Quando comprou Pururuca, de 11 meses, Sabrina Pressi, 27 anos, levou em consideração o fato de os porquinhos serem animais bastante sociáveis. A revisora publicitária conta que 10 dias foram suficientes para que a companheira se acostumasse à nova casa. Agora, ela já está bem à vontade. “Antes de dormir, ela toma um chá de camomila frio ou de erva-doce, para ficar menos agitada. Ela também tomou leitinho na mamadeira até os três meses”, fala.

Sabrina costuma levar Pururuca para passear em parques. Na coleira, claro, a qual ela se adaptou bem, de acordo com a dona. A porquinha também gosta de hidratante. “Sempre que estou passando creme em mim, ela começa a se esfregar nas minhas pernas para que eu passe nela também.”

Lirah, Apolo e Iris: gatos passeando de coleira? Sim, é possível!

Lirah, Apolo e Iris aprenderam a passear na coleira, mas é impossível sair com os três juntos, cada um quer ir para uma direção
Arquivo pessoal
Lirah, Apolo e Iris aprenderam a passear na coleira, mas é impossível sair com os três juntos, cada um quer ir para uma direção

Dona de três gatos, Lirah, oito anos, Apolo e Ísis, ambos de sete anos, a estudante Giseli Ramos, 28 anos, conta que seus bichinhos adoram dar uma volta, contrariando a ideia de que todos os felinos são arredios e impossíveis de se acostumarem a usar coleira. Segundo Giseli, eles se acostumaram muito bem às coleiras que ela adotou quando os vizinhos começaram a reclamar das andanças que eles faziam sozinhos pela região. “O problema é que, como são três gatos, cada um vai em uma direção. Tinha de levá-los com minha mãe, pois uma pessoa só não dava conta”, fala. O entusiasmo do trio era tanto que ela acabou suspendendo os passeios. “Depois de alguns meses, decidimos parar, porque eles queriam sair toda hora, várias vezes ao dia, e nós só podíamos levá-los uma vez”, relembra.

Para não cometer erros nem prejudicar o animal, reúna o máximo de informações sobre a espécie e a raça antes de comprar ou adotar

Daniel Svevo, veterinário e consultor de comportamento da Cão Cidadão, ensina que buscar o máximo de informações sobre a espécie e a raça do bicho de estimação que pretende ter é a melhor saída para não cometer erros que podem até prejudicar o animal. “São três passos importantes: buscar leituras sobre o bichinho e seu comportamento, marcar uma hora com o veterinário para tirar todas as dúvidas surgidas durante essa primeira pesquisa; finalmente, procurar pessoas que têm ou já tiveram o mesmo animal e que vão poder falar das rotinas e do dia a dia”.

O veterinário também ensina que, quanto mais cedo os hábitos, mesmo os mais simples, forem inseridos à rotina dos bichos, melhor. “A adaptação não pode ser traumática. Por exemplo, se um cão não está acostumado com a coleira e o dono resolve simplesmente colocar uma no pescoço dele, achando que já pode até levá-lo para passear, pronto, criou-se uma situação não ideal. Introduzir qualquer novo acessório ou hábito na vida de um animal exige paciência e deve começar sempre dentro de casa. As estratégias são muitas, sempre baseadas em associar o novo hábito com experiências positivas ou usá-lo como uma recompensa para comportamentos desejáveis”, ensina.

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