Inicialmente desenvolvido para portadores de distúrbios orgânicos, como a diabete, hoje o adoçante é o elemento principal em qualquer dieta

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Além disso, passou a ser consumido no dia-a-dia não só por quem deve evitar a ingestão de açúcar, mas também por pessoas que desconhecem seus riscos.

Entretanto, muitas pessoas, inclusive crianças, utilizam os adoçantes sem necessidade. Apesar desse uso inadequado, a restrição médica existe somente quando for ultrapassada a IDA (ingestão diária aceitável), que é a quantidade máxima diária permitida para uso, isento de riscos para a saúde.

De acordo com o médico nutrólogo Carlos Alberto Werutsky, existem prós e contras no uso dos substitutos do açúcar. Poucos sabem que, por apresentar um poder adoçante muito superior ao açúcar comum, devem ser utilizados em quantidades bem menores, afirma.

O especialista esclarece que, se utilizado de forma correta, o açúcar traz benefícios ao paciente. Por isso, muitas vezes, é melhor administrar a ingestão do açúcar natural do que causar danos à saúde com o uso abusivo de adoçantes. Quando ingeridos, os adoçantes não são reconhecidos pelos neuro-receptores cerebrais como açúcar e podem não satisfazer a saciedade., explica. Segundo ele, é por isso que quem utiliza adoçantes com freqüência costuma sentir uma séria compulsão por doces.

Durante anos foram realizadas pesquisas a respeito dos variados tipos de substâncias que compõem os adoçantes. Em alguns momentos, suspeitou-se que tais substâncias pudessem causar doenças como o câncer, a depressão e a queda de cabelo. Mas, hoje se sabe que o consumo de uma dose aceitável diária é segura para as pessoas. O uso de adoçantes é importante, em especial, para as pessoas que necessitam equilibrar os níveis de açúcar do sangue e para aquelas que precisam perder peso, ressalta o Dr. Carlos Alberto.

Hoje, entre os tipos mais conhecidos de adoçantes, estão o aspartame, a sacarina combinada com ciclamato, acesulfame-K, sucralose e estévia. A novidade mais recente é o adoçante do tipo taumatina com capacidade de dulçor 3.000 vezes superior à do açúcar de mesa, que pode ser encontrado em chocolates Zero Açúcar.

Cuidados

¿ Adoçantes também possuem calorias, por isso consuma com moderação
¿ Mude de adoçante freqüentemente para não sofrer intoxicação
¿ Pessoas com hipertensão e insuficiência renal devem prestar atenção às taxas de sódio de cada adoçante
¿ Quantidades excessivas podem causar diarréia
¿ Devem ser utilizados sob orientação médica
¿ Não é indicado para crianças, exceto em caso de diabetes

Saiba mais sobre os tipos de adoçantes

Aspartame : Presente em mais de 6.000 produtos alimentícios e bebidas não-alcóolicas do mundo inteiro, o aspartame tem um poder adoçante é até 180 vezes maior do que o açúcar comum, não deixa sabor amargo, e suas calorias são quase nulas. Após alguns experimentos, suspeitou-se que o aspartame poderia causar câncer. Entretanto, um relatório escrito em 2007 por cientistas de diversas universidades, teve a conclusão unânime de que o aspartame não é prejudicial à saúde humana.

Sucralose : Com o sabor exatamente igual ao açúcar de cana, este adoçante é considerado uma das melhores opções para substituir o açúcar sem a adição de calorias.  Não apresenta efeitos tóxicos ou alterações metabólicas, e é 600 vezes mais doce que o açúcar comum.

Adoçante herbal stevia : Algumas tribos indígenas do Brasil e da Argentina utilizavam folhas de stevia para fins medicinais e para adoçar o mate. Considerado o adoçante mais natural, pode adoçar 300 vezes mais do que o açúcar normal. Estudos apontam que a estévia melhora a ação da insulina, por isso é indicada aos diabéticos.

Novo acesulfame-K : É um sal do potássio e pode adoçar 200 vezes mais que o açúcar. Na maioria das vezes é misturado a outros adoçantes, a fim de obter um resultado final mais semelhante ao açúcar comum.


O Dr. Carlos Alberto Werutsky é médico nutrólogo e diretor da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). A ABRAN é uma entidade médica científica, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina.

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