A técnica menos invasiva será apresentada no Brasil durante o IX Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica que começa amanhã

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Existem muitas técnicas capazes de amenizar os efeitos do tempo: facelifting para eliminar os pés de galinha e esticar as indesejáveis rugas; blefaroplastia para levantar as pálpebras e acabar com as bolsas de gordura localizadas debaixo do olho; peeling químico capaz de renovar a pele.

Rejuvenescimento facial é uma das técnicas mais procuradas nos consultórios de dermatologia e cirurgia plástica. Mas existe uma outra área que costuma ficar exposta e também indica os sinais de idade, apesar  de cair no esquecimento da maioria das mulheres: o pescoço.

Essa região é considerada delicada por muitos cirurgiões plásticos e para rejuvenescê-la são utilizadas técnicas consideradas traumáticas e invasivas. Porém, descobriu-se recentemente uma nova técnica para obter resultados satisfatórios .

Através de micro-incisões com o auxílio de fios de sustentação farpados juntamente com técnicas mais simples de lipoaspiração  é possível rejuvenescer o pescoço. "É como se esse fio fosse um arame capaz de recolocar os músculos e tecidos no lugar acabando de vez com a flacidez da pele", revela o cirurgião plástico americano Dr. Malcolm Paul.

A cirurgia é realizada com o auxílio de anestesia geral e dura cerca de 1 hora. O pós-operatório é simples e em média após 8 dias o paciente volta a suas atividades normalmente. O cirurgião deixa claro que esses fios também podem ser utilizados em toda a face.

Não existe uma idade mínima para a realização da cirurgia, mas segundo o Dr. Malcolm Paul, pessoas com idade acima dos 35 anos procuram mais a técnica.

Definição do envelhecimento do pescoço
Tipo 1: Pacientes jovens com uma ligeira sobra na linha da mandíbula, com ou sem microgenias (pequenas anormalidades no queixo) e lipodistrofia submental (metabolismo de gordura defeituoso na região abaixo do queixo - papada).

Tratamento indicado : Lipoaspiração com utilização de ultra-som com ou sem implante anatômico no queixo.

Tipo 2: Pacientes mais velhos com uma ligeira flacidez na área submental (abaixo do queixo/ papada) com ou sem microgenias e liposdistrofia submental.

Tratamento: Lipoaspiração com o uso de ultra-som, utilização de fios de sustentação unidirecionais, com ou sem implante anatômico de queixo.

Tipo 3: Pacientes mais velhos com  as mesmas características encontradas no tipo 2 e que também possuem pequenas e finas bandas plastimais (na região do músculo do pescoço denominado plástima).

Tratamento: Lipoaspiração fechada, contorno aberto do pescoço por incisões submentais incorporando o uso dos fios de sustentação para levantamento e contorno do pescoço.

Tipo 4: Pacientes mais velhos com as mesmas características encontradas no tipo 2 e que também possuem longas bandas plastimais, que são visíveis da clavícula até a linha da mandíbula.

Tratamento: Lipoaspiração fechada do pescoço, incisões submentais, pós e pré-auriculares (abaixo do queixo e partes posteriores e anteriores da orelha) com o uso do sistema de fios de sustentação para levantamento e contorno do pescoço; corte posterior e rotação do músculo plátisma e uma dupla camada de bandagem para suportar a utilização dos fios de sustentação.



Dr. Malcolm Paul apresentará a técnica no IX Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que acontecerá de 14 a 16 de março, em São Paulo.

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