O segredo é diminuir frituras, carnes, doces e bebidas alcoólicas e aumentar consumo de integrais com fibras, frutas, legumes, verduras e oleaginosos

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Todo mundo sabe, mas na hora de montar o prato faz questão de esquecer de todos os conceitos saudáveis e cair de boca (literalmente) em quitutes não recomendados. O ditado somos o que comemos nunca esteve tão atual. A saúde depende, na sua maior parte, das escolhas que cada um faz em relação aos seus hábitos de vida. Uma das mais importantes é a alimentação, porque o bom funcionamento e a manutenção de nossas células e órgãos depende da qualidade daquilo que ingerimos, comenta o endocrinologista Felippo Pedrinola.

Falta de energia para enfrentar os obstáculos do dia-a-dia, fatiga, irritação, dores no corpo, doenças e até mesmo indisposições e falta de memória e ânimo podem ser um alerta de que suas escolhas não estão sendo nutritivas. Vitaminas, minerais e antioxidantes são importantes para o funcionamento adequado do organismo. Na falta de nutrientes, o corpo entra em desequilíbrio, alerta a nutricionista funcional Priscila Spiandorello, da Clínica Carla Albuquerque de Dermatologia.

Insistir no erro
Apesar de vários alertas, muitos continuam a ter hábitos errados. Um dos problemas mais frequentes é a dificuldade de introduzir e continuar a reeducação alimentar na família, explica a nutricionista Roseli Rossi. Se todos não adotarem e aceitarem o cardápio, o esforço individual vai por água abaixo.

Para você entender melhor o que a especialista quer dizer, imagine a situação: um casal com dois filhos pequenos, sendo apenas um obeso. Se a comida dele for especial e o resto estiver liberado para comer guloseimas, adivinhe o que acontecerá: com o tempo, a criança vai se sentir excluída e passará a não querer a alimentação diferenciada. É preciso persistência, paciência, determinação e ser criativo para mudar os hábitos, acrescenta Roseli Rossi.

Comece já
Claro que não é preciso mudar radicalmente a sua alimentação. Vá aos poucos. Respeite horários, quantidade e qualidade. É importante comer fracionadamente a cada três ou quatro horas, não ingerir nem menos nem mais calorias do que necessita e procurar equilibrar os grupos alimentares, orienta Felippo Pedrinola.

Quando for preparar a refeição, a mulher deve dar preferência aos carboidratos do bem, como os integrais, com fibras. É preciso comer todos os dias frutas, verduras, legumes, sementes oleaginosas, como linhaça, girassol, nozes ou castanha do Pará. Mas em quantidades pequenas. Peixe pelo menos uma vez por semana, frango, ovos e pouca carne vermelha. Soja, feijão, lentilha..., ensina Roseli Rossi.

Evite sempre
Os maiores vilões da alimentação aparecem apetitosos e dão água na boca. Mas não se engane: eles trazem riscos à saúde. É importante não ingerir gorduras consideradas do mal como carnes gordas, frituras (sim, a batata frita também), salgadinhos, excesso de sal, de bebida alcoólica, refrigerante, carboidratos refinados (farinha branca e açúcares). Quando come-se eventualmente, não há problema. A questão é que esses alimentos atualmente fazem parte da nossa alimentação durante a semana mais do que deveriam e são pobres em nutrientes, analisa Priscila Spiandorello.

Não se esqueça também de:
- Fazer de 5 a 6 refeições por dia, sendo café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

- Tomar de um a dois litros de água. Pode ser chá, suco. Mas é importante beber água pura, orienta Roseli Rossi.

- Mastigar bem os alimentos.

- Buscar novas alternativas de receitas. Se não tiver prática na cozinha, comece pelas mais fáceis ou já testadas por conhecidos e familiares. Se arrisque a mudar, pois se não houver mudanças, os resultados continuarão os mesmos.

- Ingerir pouco líquido durante as refeições ou nenhum. Eles diluem as enzimas digestivas e, com isso, pioram a digestão. Porém, beber um copo de líquido durante a refeição não oferece nenhum problema, a não ser naqueles indivíduos que tem algum tipo específico de deficiência digestiva, conclui Felippo Pedrinola.

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