Mulheres de origem oriental estão se submetendo a cirurgia para arredondar os olhos puxados

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Apesar de ser uma cirurgia simples que surgiu na década de 70, a ocidentalização dos olhos é pouco divulgada em nosso país. Indicada para mulheres com origem oriental como japonesas, chinesas, coreanas e até as mestiças, ela serve para levantar o olhar e proporcionar mais luz aos olhos.

"A beleza ocidental é muito visada e, por conta disso, a busca pela cirurgia só aumenta . Para se ter idéia, 90% dos japoneses residentes no Japão já pensaram ou vão pensar em passar pelo processo cirúrgico", explica o cirurgião plástico da Clínica Bioplástica Brasil, Victor Cutait.

Aqui no Brasil, a procura ainda é pequena, "existe uma forte resistência por parta da colônia que preza manter a tradição ", conta Cutait. Apesar disso, algumas jovens mulheres renderam-se ao bisturi e garantem satisfação: "Ficou muito mais fácil aplicar maquiagem", conta a dentista de 25 anos, Carla Yiraoki, que passou pelo processo há dois anos.

O procedimento acontece de forma rápida. A paciente submete-se a uma anestesia local com sedação e já pode ir para casa no mesmo dia. O mais curioso é a cicatriz : "essa é uma cirurgia onde a cicatriz é fundamental! Do tamanho de um fio de cabelo, ela ficará localizada na pálpebra superior e será responsável pela linha que dará profundidade aos olhos", conta Cutait.

Carla garante que não sofreu e recomenda a operação . "Não senti nenhuma dor nem passei por dificuldades visuais". Mesmo assim, é válido lembrar que optar por este método não é tão simples quanto uma ida ao cabeleireiro. A mulher precisa estar ciente de sua escolha que, dependendo do caso, pode ser irreversível e também procurar um bom profissional.

"Não existe histórico de orientais que tivessem problemas físicos por conta de seus olhos. Então, a ocidentalização é um processo unicamente estético e não tem caráter reparador", explica Cutait. Fica claro que o quesito gosto conta muito nessa hora. Já que não existe necessidade real para redenção, a operação deve ser encarada mais como um elevador para o ego do que uma necessidade.

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