Um laboratório de Tatuí, a 140 km de São Paulo, desenvolveu uma linha de cremes de beleza à base do veneno de abelhas

selo

A substância
Getty Images/Thinkstock
A substância "engana" a pele, transmitindo a sensação de uma picada de abelha e desencadeando uma reação ao veneno
Um laboratório de Tatuí, a 140 km de São Paulo, desenvolveu uma linha de cremes de beleza à base do veneno de abelhas produtoras de mel. O produto aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e lançado comercialmente funciona como um botox natural - a pele reage ao veneno aumentando a produção de colágeno e melhorando a elasticidade. De acordo com o pesquisador e apicultor Ciro Protta, sócio proprietário do laboratório, o princípio ativo do cosmético, que também contém pólen e mel, é a melitina, um aminoácido presente no veneno da abelha.

A circulação sanguínea melhora e as peles mortas são eliminadas, reduzindo as rugas. Protta pesquisa as abelhas há mais de vinte anos e já desenvolveu outros produtos à base de mel, própolis e veneno, lançados comercialmente. A obtenção do veneno sempre foi um problema: quando uma abelha ataca uma pessoa, ela perde o ferrão e acaba morrendo.

O pesquisador criou e patenteou um equipamento que permite a coleta do veneno sem matar as abelhas. Trata-se de uma haste metálica levemente energizada e colocada na entrada da colmeia. Quando a abelha pousa, leva um pequeno choque e reage com ferroadas, expelindo o veneno que escorre para um recipiente. Como não perde o ferrão, a abelha sai ilesa do ataque.

José Maria Tomazela

ASSINE A NEWSLETTER DO DELAS | CURTA A PÁGINA DO DELAS NO FACEBOOK E SIGA O @IGBELEZA NO TWITTER

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.