Especialistas dão suas opiniões e indicam quais são as alternativas mais saudáveis para ficar com a pele bronzeada

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No dia 11 de Novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu - além do uso- a importação, o recebimento em doação, aluguel e a comercialização das câmaras de bronzeamento artificial, que não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país.

A medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de problemas à saúde relacionados com o uso das câmaras de bronzeamento. Um grupo de trabalho da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, noticiou a inclusão da exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos.

Segundo o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, a decisão da Agência também foi motivada pela constatação de que os equipamentos não contam com manutenção adequada e têm sido utilizados sem controle. Não se conseguiu comprovar nenhum benefício que justificasse a manutenção no mercado de um produto que comprovadamente causa câncer, explicou Barbano, na ocasião da resolução.

O estudo da IARC indica que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade. A resolução da Anvisa também afirma que não existem benefícios que se contraponham aos riscos decorrentes do uso estético das câmaras de bronzeamento.

A proibição não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico ou odontológico. As empresas que não cumprirem a decisão estão sujeitas a penalidades que vão de advertência, interdição até multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

Não é preciso dizer que a decisão está gerando muita polêmica. Tanto que a Associação Brasileira dos Profissionais de Bronzeamento (ABB) pretende entrar com um pedido de liminar na Justiça para garantir o funcionamento dos aparelhos. Em seu site, há um comunicado que diz, entre outras coisas que A classe profissional está tomada de surpresa, porque a decisão que considera alto o grau de danos à saúde pelo uso de camas de bronzeamento não corresponde à realidade. Após mais de 20 anos de utilização no país, não existem registros de casos de câncer de pele decorrentes do seu uso. Elas são utilizadas por cerca de 10 a 20% das populações dos países desenvolvidos, onde seu risco é considerado adequado, apesar de possuírem um índice cinco vezes maior de câncer de pele que o Brasil.

Como essa história ainda vai longe, o iG resolveu consultar a opinião de especialistas, saber quais são as alternativas para ficar com pele bronzeada e saber como as clinicas lideram com essa proibição. Clique nos links abaixo!

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