Conheça mais sobre os produtos que te deixam bonita e com a consciência limpa

A preocupação com os cosméticos orgânicos tem menos de duas décadas. Começou no início dos anos 90, e a questão ainda engatinha. Além de conscientizar fabricantes e consumidores da importância de consumir produtos orgânicos, a maior dificuldade é a fiscalização, já que não existe a padronização do conceito do que é um produto orgânico. Muitas pessoas confundem o conceito de produto natural com o de produto orgânico e quem sai perdendo é o nosso planeta.

Produto orgânico X produto natural
Para um produto ser certificado como orgânico, é preciso que se analise não só a composição e a presença de corantes e conservantes, mas também questões importantíssimas como o impacto ao ambiente, a origem da matéria-prima, a embalagem e o tipo de testes a que são submetidas.

No Brasil, os selos de certificação mais valorizados são dados pelo IBD, organização que desenvolve atividades de certificação de produtos orgânicos e biodinâmicos, e o Ecocert que certifica produtos orgânicos, cosméticos naturais, comércio justo, produtos vegetarianos, eco-produtos, bem estar animal e insumos. As normas IBD são as mais rigorosas e exigem que se preservem ao máximo as qualidades originais da matéria-prima, que se tenha um mínimo impacto no ambiente (tanto na produção como no uso e descarte), alta qualidade e rotulagem clara para orientação dos consumidores. Além disso, proíbe testes em animais e o uso de matérias-primas de origem de animais vertebrados, que tenham sido sacrificados em função da extração deste material. O uso de matérias-primas de origem animal somente é permitido quando vierem da coleta de seres vivos como, por exemplo, o mel e seus derivados, o leite e seus derivados etc. E ainda assim devem ser criados no sistema orgânico de produção. Também proíbem o uso de produtos animais geneticamente modificados e zelam pela segurança máxima para o consumidor.

Para o IBD, um cosmético pode ser classificado como sendo orgânico e ser certificado como tal apenas se sua formulação tiver pelo menos 95% de matérias-primas certificadas orgânicas ou FSC (sigla em inglês para a palavra Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal) descontando-se a água e o sal.

Já para um cosmético ser classificado e certificado como natural basta ter pelo menos 5% de matérias-primas certificadas orgânicas ou FSC.

Vantagens para a pele
O dermatologista e cosmiatra Otavio Macedo, só vê vantagens nesse tipo de produto: Os produtos orgânicos possuem a mesma eficácia dos cosméticos não-orgânicos e ainda são bons para a natureza. Por serem de fontes naturais, os cosméticos orgânicos usam conservantes, emolientes e tensoativos (agentes de limpeza) menos agressivos. Também não usam corantes e fragrâncias sintéticos, então o consumidor notará a diferença para melhor. Os benefícios para o corpo estão justamente nestes produtos agredirem menos não só o planeta como também a pele, explica.

Já a Edileia Bagatin, dermatologista do departamento de cosmiatria da UNIFESP, acredita que faltam dados comprovados para que se possa precisar os efeitos dos produtos orgânicos: Os produtos orgânicos têm um grande potencial, mas é preciso um número maior de estudos relacionados a essas substâncias, do contrário o produto pode não ser tão adequado e até mesmo irritar a pele como qualquer outro produto.

A profissional acredita que isso ocorre principalmente com produtos sem certificações ou proveniência confiável: Uma substância natural tem muito menos fiscalização e mais facilidade de circular pelas prateleiras do que uma substância química, que tem que cumprir mais requisitos e exigências antes de ser comercializada, e isso pode dar espaço para produtos duvidosos, diz.

O que diz o consumidor
A questão ecológica na Indústria Cosmética é uma tendência mundial e irá crescer na medida em que os consumidores exijam produtos que preservem o ambiente.

A estudante de moda Mariana Pereira já não vive sem os orgânicos: Usar produtos mais naturais me faz bem, tanto pela importância que eu dou para as questões ambientais como também pela qualidade desses produtos. Acho que o corpo sente a diferença. Um xampu mais natural, por exemplo, deixa meu cabelo mais leve e brilhante. Adoro um bom sabonete com cheirinho de mato e ingredientes naturais, até porque minha pele é sensível, e preciso de produtos menos agressivos, diz.

A diretora financeira Paola Ramazzotti é outra que se posiciona fortemente contra os produtos que não se preocupam com o ambiente: Me preocupo em primeiro lugar que não sejam testados em animais. Depois, procuro por produtos cuja empresa tem preocupação com extrativismo sustentável da matéria-prima e com embalagens retornáveis ou recicláveis- dou preferência às que trabalham com refis. Tenho essa preocupação porque a única saída para que as empresas se preocupem com a questão ambiental é o consumidor exigir tal postura. Nós somos os detentores do dinheiro, aquilo que move o mundo. Temos o poder de direcionar essa arma estrategicamente. Quando o consumidor boicota uma marca e com isso tira 0,05% do faturamento da empresa, eles levam nossa opinião em consideração, diz Paola.

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