Se você está em dúvida, calma: de cremes antirrugas a tratamentos com laser, procedimentos estéticos ajudam a melhorar aparência da pele e podem adiar a plástica

Quando as rugas deixam de ser pequenas marcas de expressão, a flacidez se torna inevitável e a pele entrega que a idade avançada chegou, muitas mulheres recorrem à cirurgia plástica para rejuvenescer. Porém, não é só com o bisturi que é possível dar um jeito nos sinais do rosto e do corpo. O avanço da medicina estética tornou possível retardar – e muito – o envelhecimento, e, consequentemente, a decisão de se submeter a um procedimento tão invasivo quanto uma cirurgia plástica.

Antes de partir para a cirurgia plástica, conheça os procedimentos que podem melhorar a aparência da pele
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Antes de partir para a cirurgia plástica, conheça os procedimentos que podem melhorar a aparência da pele

Os cuidados com a pele devem ser tomados desde cedo. “Eles podem ser iniciados na infância, com a utilização de protetores solares e a hidratação da pele, que previnem a formação de manchas e mantêm a pele mais hidratada e com um aspecto melhor na fase de envelhecimento cutâneo”, explica Sergio Aluani, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e diretor da Clínica Aluani.

Depois, na fase adulta, entram os tratamentos mais efetivos, que ajudam a amenizar as rugas e até a devolver o viço à pele. “Existem muitos recursos para serem utilizados antes da cirurgia, como os peelings, preenchimentos, a toxina botulinica, lasers e radiofrequência”, explica a dermatologista Andrea Nasi, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. “O desenvolvimento tecnológico nos tem permitido alcançar resultados muito satisfatórios no tratamento do fotoenvelhecimento, rugas, textura da pele, manchas, vasos”, acrescenta Solange Pistori Teixeira, dermatologista da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Veja abaixo o que é possível fazer antes de "partir para o bisturi". 

Peelings e ácidos : O uso dos ácidos é indicado em diversos tratamentos, desde acne ao rejuvenescimento, passando por remoção de manchas, cicatrizes e estrias. “Eles podem ser usados nos tratamentos em casa na forma de cremes, géis loções... Ou em um consultório médico em concentrações maiores, com peelings químicos, que levam a uma descamação e renovação da pele”, diz Solange. É essa esfoliação que leva a uma melhora do viço e da luminosidade e que facilita a penetração de ativos, clareando e diminuindo cravos. “Estudos científicos, nos quais se examina um fragmento da pele antes e depois do tratamento com ácido retinóico, mostraram que a pele tratada tem características de uma pele mais jovem do que aquela de antes do tratamento”, afirma a dermatologista.

Preenchimento : utilizando preenchedores de ácido hialurônico de baixa densidade, é possível aumentar lábios, amenizar sulcos profundos e até olheiras. Segundo Aluani, com o procedimento, chegasse a um resultado bem natural. “Os preenchedores reabsorvíveis, ou seja, não definitivos. Por isso, são importantes para a segurança da paciente, pois seus resultados, caso não sejam os desejados, são reversíveis.”

Toxina botulínica : indicado para o tratamento das linhas dinâmicas. “Pode-se tratar toda a face, sendo o padrão ouro e 1/3 superior, e o pescoço, em pessoas com linhas verticais e horizontais sem muita flacidez ou gordura exagerada em baixo do queixo”, explica Solange. Segundo os especialistas, o tratamento, que só pode ser feito por um médico, inibe a contração de músculos da região em que é aplicado. A duração é de quatro a seis meses.

Médicos dermatologistas podem indicar o melhor procedimento para cada tipo de problema
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Médicos dermatologistas podem indicar o melhor procedimento para cada tipo de problema

Laser CO2 fracionado : é utilizado para o rejuvenescimento, amenizando rugas profundas e cicatrizes de acne. Segundo Meire Brasil Parada, dermatologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ele é aplicado em toda a face, dando maior ênfase às áreas que mais necessitam. “É um laser que penetra profundamente a pele e estimula o colágeno. Depois de feito o procedimento, a paciente precisa evitar, pelo menos, cinco dias a exposição ao sol, porque é um tratamento um pouco mais agressivo”, afirma a médica. “O laser não estimula imediatamente o colágeno, ele vai agindo ao longo de três a seis meses”, acrescenta.

Luz pulsada : bom para tratar rugas, vasos e manchas, consiste na emissão de um tipo de luz com alto potencial de energia que atua tanto na epiderme quanto na derme e, por isso, ajuda na remoção de manchas e também melhora o tônus e a textura da pele. O tratamento exige, em média, três sessões por mês e costuma ser indicado especialmente para o rosto e o pescoço, segundo os especialistas.

Radiofrequência : pode ser utilizado na face, no pescoço e até no corpo, para diminuir flacidez. Além disso, melhora a celulite. Ao estimular a produção de colágeno e elastina, torna a pele mais firme. O tratamento consiste na emissão de uma energia que esquenta a camada mais profunda da pele, causando a contração do colágeno. Os resultados não são imediatos, podem demorar até três meses para aparecer, e novas aplicações só devem ser feitas após indicação do médico.

Quando não há mais saída
Alexandre Barbosa, cirurgião plástico e proprietário da Clínica de Cirurgia Plástica de São Paulo, destaca que a decisão de passar por uma cirurgia não tem hora certa e deve ser discutida com um médico. “Nós ajudamos a escolher a melhor opção, pois nem sempre o que a paciente quer é o que será feito, e isso precisa ser explicado. Temos de falar que não é possível copiar alguém, pois cada um tem a sua característica”, fala.

A preparação da pele antes de fazer a cirurgia é essencial, defende Meire. “É necessário fazer a programação com, no mínimo, um ano de antecedência. A paciente de procurar um dermatologista e discutir tratamentos que podem ser realizados nesse pré-operatório. A pele preparada certamente vai ser uma pele que vai complicar menos na cirurgia”, fala a dermatologista.

Já Américo Helene Junior, cirurgião plástico e professor assistente da Faculdade Santa Casa de São Paulo, aconselha a procurar um bom cirurgião por indicação de pessoas próximas. “E sempre certificar-se da formação do médico como cirurgião plástico. Aí, a partir do momento em que a queixa da paciente se somar ao exame clínico do médico, está indicada a cirurgia”, encerra.

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