Assim como o câncer de mama, esta doença também necessita de prevenção e diagnóstico precoce para evitar seu crescimento

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Quando o verão dá as caras, ou melhor, os primeiros raios de sol, estirar o corpo na praia e nunca mais sair é uma vontade quase unânime. No entanto, é neste momento que os males que podem ser causados pela exposição solar vira e mexe são esquecidos, e o câncer de pele pode vir à tona.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), este câncer específico chegou à marca de 24,6% dos tumores malignos que atingiram a população brasileira no ano de 2008, sendo 5% deste total caracterizado por melanomas, os principais responsáveis por mortes.

No entanto, assim como o câncer de mama, se detectado precocemente, o câncer de pele em seus três tipos frequentes apresenta altos índices de cura. Por esta razão, é importante estar prevenido. Para isso, veja abaixo as principais perguntas sobre a doença contestadas pelos médicos oncologistas Dr. Alexandre Chiari e Dra. Letícia Carvalho Neuenschwander, membros da Oncomed ¿ Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásticas, de Belo Horizonte, e conscientize-se dos cuidados que devem ser tomados.

Quais as formas de se proteger contra o câncer de pele?
A principal forma de prevenção é evitar a exposição ao sol sem proteção, mantendo-se acompanhado de chapéu, guarda-sol, óculos escuros e protetores solares com FPS (fator de proteção solar) de no mínimo 15 durante atividades ao ar livre. Ainda, o horário menos indicado para estar exposto é entre 10 e 16 horas, quando os raios ultravioletas são mais intensos, portanto, é importante evitá-lo. Além disso, a doença também pode ser causada pelo contato com produtos químicos, como o arsênico, e heranças genéticas.

Quais são os tipos de câncer mais comuns?
O Carcinoma Basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos, e o Carcinoma Epidermoide, com 25%. Nestes casos, o paciente é submetido a uma cirurgia para retirada da lesão com uma grande margem de segurança. Mas ainda há os casos de melanoma, detectado em 4% dos pacientes e que é bem mais grave que os anteriores. Nestes diagnósticos, na maioria das vezes o câncer já saiu da pele e se direcionou à outras partes do corpo, por ocorrer metástase.

Como é o tratamento?
Baseia-se principalmente na remoção cirúrgica da lesão, mas tratamentos tópicos ou radioterapia também podem ser realizados, dependendo do tamanho e da topografia da lesão, além do subtipo do câncer de pele. Neste momento, é o médico quem decide qual o melhor procedimento a ser seguido.

Quais são as áreas do corpo mais atingidas?
As mais expostas ao sol como face, orelhas, colo, braços e mãos, embora nos casos de melanoma, o câncer pode atingir áreas normalmente cobertas como costas e pernas.

Quais os sintomas destes tipos de câncer?
Crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, alguma pinta preta ou castanha que muda de cor ou textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho, alguma mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Qual o índice de cura?
Varia de acordo com o tipo de câncer, mas o que mais deve ser levado em consideração para a cura é o diagnóstico precoce. Ao aparecimento de qualquer lesão suspeita, um médico deve ser consultado rapidamente.

Quais são as principais vítimas destes tipos de câncer?
As pessoas com mais de 40 anos são as mais atingidas pela doença, que é rara em crianças e negros. Os de pele mais clara devem permanecer cautelosos em relação ao câncer, por serem mais sensíveis aos raios solares e caracterizarem as principais vítimas, juntamente às pessoas com doenças cutâneas prévias.

Até que ponto o protetor minimiza os riscos?
Os protetores solares não excluem totalmente os riscos da exposição solar, somente reduzem os efeitos da radiação ultravioleta. Além disso, nem todos os filtros oferecem proteção completa contra os raios UVA e UVB. É importante estar atento para não se expor nos horários de maior risco e é recomendado passar o protetor de duas em duas horas, aproximadamente.

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