Não é raro ir até a farmácia e se deparar com nomes como AA, BB, CC, DD e EE Cream. Saiba a diferença entre esses dermocosméticos e descubra qual é melhor para sua pele!

Depois do BB Cream, que conquistou as prateleiras das perfumarias e o nécessaire das mulheres, o alfabeto da beleza continua. O CC, que acaba de ser lançado no Brasil, promete corrigir a cor da pele e clarear manchas – as duas letras dobradas significam “color correction”, ou “correção da cor” em português. Mas, apesar de o BB ter feito o maior sucesso, o abecedário começou com o AA (anti-aging), os famosos cremes antienvelhecimento. Agora, até a letra E entrou na brincadeira. Lá fora, enquanto o F não chega, o DD e o EE Cream se tornaram produtos populares.


O primeiro, que teve seu primeiro lançamento pela marca Julep, recebeu dois nomes: “Daily Defense” (“defesa diária”) ou “Dynamic-Do All” (“dinâmico faz-tudo”). E o nome faz juz à quantidade de benefícios: contém substâncias antienvelhecimento, hidrata, uniformiza o tom da pele e aumenta sua vitalidade, minimiza os poros, suaviza manchas, reduz vermelhidão, clareia, matifica e reduz a oleosidade. Quase um milagre dentro de um frasco. Ele é indicado para peles mais maduras, que também precisam de ação antienvelhecimento – e, como sua textura é mais consistente, promove uma cobertura maior, disfarçando marcas de expressão e rugas. Mas ele também é um combo: por ser mais grosso e ter forte ação nutritiva, também pode ser usado em outras áreas do corpo, como pés, cotovelos e joelhos, que às vezes ficam ressecados.

Aproveitando a onda, o EE Cream foi obra da Previse Skincare, que adicionou ingredientes como aveia, bambu em pó, extrato de algas marinhas e jojoba na fórmula do produto batizado de EE MarineGranules, que garante remover resquícios de maquiagem, impurezas e células mortas presentes na superfície da pele. Desta vez, as letras significam “extra exfoliation” (“esfoliação extra”). Por aqui, a Cosmobeauty já disponibilizou sua aposta do EE, que foi enriquecido com goji berry, uma fruta com grande poder antioxidante – mas ainda é a única opção.

No entanto, a grande novidade no país ainda é o CC. “É uma ótima opção para quem gosta de vários benefícios em um creme só, principalmente para amenizar melanoses, sardas ou melasma ”, afirma a dermatologista Maria Paula Del Nero, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Também é uma saída para quem não tem o rosto com a cor homogênea, bochechas muito rosadas ou vermelhidão. A médica ainda informa que, no caso de melasma, o cuidado deve ser redobrado, porque qualquer raio solar pode manchar ainda mais. Existem CC Creams com fator de proteção 30 e 50.

Com tantas novidades no mercado, é comum surgir a dúvida: “qual exatamente eu devo usar?” O BB Cream une hidratante, protetor solar e base – é ideal para mulheres que buscam praticidade e querem um produto só em vez de três. “O tipo de pele vai responder se o uso de um BB Cream é o suficiente para substituir produtos que tenham as mesmas funções separadamente. Ele costuma favorecer rostos que não apresentam tantas imperfeições e ainda deixa a pele mais aveludada”, afirma a dermatologista Thais Pepe.

Mas as mulheres que preferem uma base de maior cobertura devem seguir as duas etapas convencionais: primeiro o primer, depois a base convencional. “Apesar de já ter base, também existe a possibilidade de aplicá-la depois do BB Cream. Vai ficar menos natural, mas é uma alternativa caso o objetivo seja disfarçar cravos ou espinhas e criar uma camada a mais de maquiagem”, diz Maria Paula. E como a indústria da beleza não para, já podem ser encontrados BB Cream para o corpo, com a função de esconder manchas ou varizes, iluminar, hidratar e firmar a pele, e para os cabelos. “Se o fio for oleoso, é necessário tomar cuidado, mas caso contrário, pode passar todos os dias, principalmente se estiver ressecado. É uma versão avançada do silicone”, conta Maria Paula.

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