A jovem de 23 anos, Paula Fernandes, perdeu 48 kg após um ano e oito meses da cirurgia de redução do estômago

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=delas%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237508691237&_c_=MiGComponente_C

Acordo Ortográfico

Ao olhar as fotos de antes e depois de Paula Fernandes, é difícil acreditar que trata-se da mesma pessoa. Até a cor dos olhos da jovem de 23 anos parecem diferentes. A publicitária de Campinas optou por operar o estômago quando atingiu o seu auge: os 120 kg. Um ano e oito meses depois da cirurgia bariátrica, a balança marcava 72 kg, para 1,61 de altura.

Sempre estive fora de forma. Passei a adolescência pesando 115 kg, mas, nunca deixei de sair ou namorar. Tinha que ouvir as brincadeirinhas comuns nessa fase, mas, nunca me abalei, diz Paula que não se considerava uma menina infeliz. Sempre tive muitos amigos e apoio da família. Claro que eu me incomodava de não poder usar uma roupa da moda, mas, eu me virava.

O estalo
Quando a redução de estômago começou a se popularizar, Paula era contra. Achava uma mutilação, uma falta de força de vontade. Afinal, se fosse pra comer pouco o resto da vida, era só fazer isso sem operar , dizia a publicitária, como se fosse tudo muito simples. E ela mesma tentou de tudo, de dietas a remédios, e nada adiantou. Na semana do meu aniversário de 22 anos, eu fui ao shopping escolher uma roupa e sapatos novos. Andei menos de 1 hora e, além de não ter encontrado nada que não se parecesse com um lençol com mangas, senti muitas dores no joelho, nos pés e nas costas .

Aquilo foi a gota dágua. Ela diz que esse foi estalo que precisava para acordar. Eu não podia aceitar não conseguir realizar uma tarefa tão banal como andar no shopping com apenas 22 anos! Então, eu fui atrás de um médico que fizesse a cirurgia, conta. Para conhecer o assunto, Paula mergulhou na internet para encontrar pessoas que operaram, enquanto fazia os exames necessários para operar.

(Arquivo Pessoal)                                    
Operação marcada
O médico sugeriu que a moça marcasse a cirurgia para o mês de janeiro ou fevereiro do próximo ano. Mas, não. Eu queria fazer naquele ano ainda. E marquei tudo para a semana seguinte (em dezembro de 2006). Todos da família ficaram surpresos, pois, até então, achavam que ela não teria coragem. E foi assim que eu renasci. Fui internada às 6h30 do primeiro dia de dezembro e, às 17h, acordei. Foi quando chegou no quarto um líquido azul. Era o temido azul de metileno. Um corante superforte, de espessura grossa e gosto muito amargo. Eu deveria tomar para que os médicos se certificarem de que eu não estava, literalmente, vazando!, explica ela.

Para Paula, depois desse que foi um dos piores momentos, tudo foi tranqüilo. Eu estava tão certa de que era aquilo que eu queria que tudo parecia ótimo . Uma semana depois, tirei o dreno, e aquilo já foi um alívio sem igual. Na semana seguinte, retirei os pontos. Passei 15 dias tomando somente líquidos, depois passei para os pastosos. Tudo em minúsculas quantidades, mas, sem nunca sentir fome, apenas vontade.

De volta à vida normal
Paula voltou a comer na ceia de Reveillon. E foi maravilhoso. A partir daí eu precisei reaprender a comer, e confesso que até hoje não sei direito, pois, às vezes, ainda passo mal com alguns tipos de alimentos e quando como com pressa, sem mastigar, relata. Quem opera deveria ter algum 'chip inibidor' na cabeça, pois, esta, sim, continua com pensamentos gordos.

Uma característica de Paula são os cabelos longos, que ela sempre teve. E a moça levou um susto 3 meses depois de operada, quando eles começaram a cair. Pensei que fosse ficar careca. Perdi mais da metade deles, mas, como eu tinha muito, não ficou ruim, mas, confesso que foi um dos momentos que mais me assustou, recorda-se. Depois disso, os fios voltaram a nascer. E ela não se arrepende de nada. Só me arrependo de ter demorado tanto para buscar essa ajuda. Indico a todos que me perguntam! Os únicos cuidados que tenho que tomar hoje, fora o controle da alimentação, é tomar uma injeção de vitamina B12 mensal e polivitamínicos diários, para o resto da vida.

É difícil para ela acreditar que perdeu tanto peso. Ainda parece um sonho. Acho que minha ficha não caiu, pois, sempre que vou experimentar uma roupa eu pego o G ou o GG. Às vezes, ainda tenho medo de sentar em uma cadeira plástica ou deitar em uma rede com medo de arrebentar e ainda encolho toda a barriga para passar entre os carros em um estacionamento, por exemplo. As pessoas não devem entender nada, diverte-se.

O namorado atual apareceu só depois da cirurgia. Eu pesava 80 kg quando o conheci. Então, a cada dia eu estou mais magra, ele sempre me elogia e diz que adora minhas pelanquinhas, relata com muito bom humor. Como ainda sobraram muitas peles, ela pretende fazer uma plástica em 2009 . Tenho certeza que ele vai adorar quando eu me livrar de todas essas peles e turbinar a comissão de frente. Sim, também no ano que vem, ela vai colocar silicone nos seios.

Leia mais sobre: emagreci

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.