Cada hora uma dieta nova surge. E, atualmente, duas estão em alta entre as mulheres: a dieta dissociada e a dieta do tipo genético

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As duas têm suas peculiaridades. Portanto, conheça cada uma para entender como funcionam esses programas.

Tipo genético


A dieta do tipo genético foi desenvolvida pelo mesmo médico naturopata que criou a dieta do tipo sangüíneo, Peter DAdamo. O princípio dessa dieta é saber quais alimentos são mais facilmente digeridos por cada indivíduo. A nutróloga Vania Assaly explica que, como seu nome diz, esse programa é baseado no perfil genético de cada paciente. Ela surgiu a partir da teoria de que cada pessoa reage de modo diferente ¿ bem ou mal ¿ a determinados tipos de alimento, explica. Certamente, podemos saber intuitivamente o que nos cai bem e o que não cai, mas, os testes de leitura genética decifram quais alimentos serão favoráveis ou não ao padrão de cada um, informa ela. 

Segundo a nutróloga, a vantagem dessa dieta é que se pode descobrir, desde a infância, os alimentos que favorecem o organismo . Indivíduos que deveriam evitar consumo de cafeína ou laticínios, muitas vezes, vão fazer isso apenas quando apresentam doenças. E isso poderia ser evitado desde cedo, exemplifica. Sua função é manter a saúde, através da interação entre gene e nutrição, evitando, assim, problemas de intolerância crônica, explica a nutróloga que acredita nessa dieta. Ela ainda me parece a melhor proposta, pois tenta direcionar o paciente às boas escolhas, definidas pelo padrão genético, evitando várias doenças, inclusive a obesidade e o diabetes, afirma Vania.

Dissociada

O segredo da dieta dissociada, segundo a nutricionista Fernanda Scheer, é não misturar proteínas e carboidratos . Quando esses dois tipos de alimentos são combinados, provocam uma fermentação maléfica para o corpo, pois estimulam a liberação de toxinas nocivas ao organismo e podem influenciar negativamente no funcionamento do metabolismo, explica.

A combinação errada dificulta, também, que o organismo aproveite os nutrientes da refeição e sobrecarrega o aparelho digestório e, conseqüentemente, produz gases e deixa a pessoa com sensação de mal-estar e cansaço. Fernanda relata que isso acontece graças ao aumento da produção de insulina, o que colabora para o armazenamento de gordura . Por isso, quando os alimentos são dissociados, eles não fermentam, o que gera uma perda de peso mais rápida e saudável, conclui.

Outra característica dessa dieta é respeitar rigidamente os intervalos entre as refeições ¿ 4 horas após as refeições principais e 2 horas para os lanches. Se você voltar a comer antes desse tempo,  prejudica a digestão ¿ pois a comida ainda está no estômago ¿, faz com que haja a fermentação e desacelera o mebatolismo, esclarece.

Nessa dieta, nenhum alimento está proibido. A restrição está na combinação . A recomendação é, no almoço, comer carboidratos (arroz, batata e macarrão, por exemplo), para dar energia para as atividades do dia. E, no jantar, optar pelas proteínas (carnes, peixes e ovos, por exemplo), diz a nutricionista. A desvantagem é a dificuldade para se habituar, pois, ela vai contra a nossa cultura. Mas, o lado bom é que você não precisa ficar contando calorias e desintoxica o corpo.

Erros comuns
Para a nutróloga Vania Assaly, não há uma dieta boa para todo mundo. Os novos programas de emagrecimento criam expectativas e dão motivação. O ser humano busca novidades para ter um resultado imediato e isso não dá certo. Portanto, lembre-se que não existem milagres e que a dieta só dará certo quando houver comprometimento com a proposta. A busca incansável pela beleza, sem se preocupar com a saúde, é um erro muito grave, avisa a nutróloga que ainda alerta as pessoas que fazem muitas dietas restritivas. Se o indivíduo faz repetidamente uma dieta com pouca variedade de alimentos, poderá ter deficiências nutricionais e acabar não conseguindo resultados, pois se cansa do mesmo cardápio.

Uma e outra

Ambas as dietas pregam que a sobrecarga da digestão é a origem dos distúrbios metabólicos, entre eles, o ganho de peso e a dificuldade de emagrecer. De acordo com Fernanda, "os processos de digestão e absorção dos alimentos sofrem influências não apenas das escolhas alimentares, mas, também, de fatores externos, como os psicológicos e o estilo de vida - além de presença (ou não) de enzimas digestivas adequadas e de microorganismos benéficos como os lactobacilos no intestino.

É preciso lembrar que é importante prestar atenção se todos os grupos alimentares estão presentes na alimentação. A dieta dissociada propõe inclusão de todos os grupos alimentares, porém, em horários diferentes, diz a nutricionista do São Pedro Spa Médico, Mara Lucia Estefani que diz que, a longo prazo, essa dieta se torna inviável e desagradável.

Outra nutricionista, Lara Natacci Cunha, recorda que DAdamo separa os indivíduos em  seis grupos genéticos , a partir de avaliações que consideram o grupo sanguíneo, medidas corporais, tipo físico e outras informações pessoais. Para cada um desses seis grupos há uma dieta específica e um programa de exercícios. O autor diz que cada tipo genético possui determinadas classes de peso e metabolismo, e necessita de uma dieta específica. No entanto, todos os indivíduos sofrem influência do meio em que vivem, e uma classificação em apenas seis grupos de pessoas seria simplista demais, por não considerar características e necessidades individuais, acredita Lara.

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