Com 59 anos, a atriz impressiona pela beleza e simplicidade em lidar com a vaidade

Bruna Lombardi é dessas mulheres incríveis. Aos 59 anos, ainda impressiona com sua beleza exuberante. Olhando para a atriz tão conservada, a gente logo pensa nos inúmeros tratamentos de beleza que ela deve fazer. Não, não faz. Em cartaz nos cinemas com o filme “Onde Está a Felicidade”, com direção do marido Carlos Alberto Riccelli, Bruna não tem tempo para muita coisa e diz buscar na natureza e no trabalho a sua fonte pessoal de beleza e alegria. O discurso da atriz é um alento em tempos que a última novidade dos consultórios dermatológicos provoca filas de espera.

A atriz Bruna Lombardi tem 59 anos
Rede Globo/Divulgação
A atriz Bruna Lombardi tem 59 anos

Delas: A sua vaidade de hoje é a mesma da época de modelo?
Bruna Lombardi:
Eu não era uma pessoa muito vaidosa, e ainda não sou. É claro que toda mulher é um pouco vaidosa, a gente quer estar com o cabelo bom, sair direito na foto, queremos essas coisas. Mas, como eu trabalho muito, a minha vaidade se resume numa coisa muito básica: lavar o cabelo com um bom xampu e um bom creme. Quando sobra algum tempo, consigo ir ao cabeleireiro, que sempre reclama porque eu não apareço. Faço limpeza de pele quando dá, e pronto. Às vezes eu não tenho tempo de fazer as unhas, e olha que eu gosto. Eu me identifico muito com as mulheres que trabalham. Eu adoraria ter tempo para passar o dia no SPA, mas não dá. A gente tem que adequar a vaidade com as nossas possibilidades.

Delas: Então os cuidados com a pele são simples?
Bruna Lombardi:
Eu faço limpeza de pele e tiro a maquiagem sempre que possível. Aliás, vivo o maior tempo possível sem maquiagem – o problema é que eu trabalho com maquiagem. É o cuidado básico, não mais do que isso.

Bruna é
AgNews
Bruna é "natureba" e só usa maquiagem para fotografar ou filmar
Delas: Como é a sua alimentação?
Bruna Lombardi: 
Eu sou adepta dos alimentos naturais. Sempre fui muito natureba. Procuro escolher coisas orgânicas. Quando eu uso um produto, por exemplo, procuro olhar se ele não foi testado em animais. Presto muito atenção nisso.

Delas: E tem até a sua própria horta...
Bruna Lombardi:
A minha horta daqui [São Paulo] é pequena, mas eu tenho uma casa na praia com uma horta bacana mesmo. Eu planto rúcula, tomate, todos os cheiros, alface, agrião, almeirão, um monte de coisas.

Delas: Pratica algum exercício físico ou só mantém o corpo com a alimentação saudável?
Bruna Lombardi: 
Eu faço yoga. Ultimamente eu não tenho feito, estou na correria. O corpo, graças a Deus, tem boa “memória” muscular, mas eu adoro fazer yoga.

Delas: Em agosto você completou 59 anos. Muitas mulheres gostariam de chegar nesta idade com toda a beleza e vitalidade que vemos em você
Bruna Lombardi:
Eu sou uma pessoa muito ligada no trabalho e na natureza. O trabalho me enlouquece, mas a natureza me equilibra. É fácil você tentar buscar a espiritualidade num lugar retirado, por exemplo, agora difícil é fazer isso no dia a dia numa cidade caótica, urbana, num mundo contemporâneo cheio de horários, pressões, agendas cheias. Eu acho que o drible no dia a dia é fundamental. Buscar uma coisa serena, olhar o céu, ajudar os animais, ajudar as pessoas e se sentir de bem com a vida.

Bruna Lombardi como Diadorim em “Grande Sertão Veredas”, de 1985
Rede Globo/Divulgação
Bruna Lombardi como Diadorim em “Grande Sertão Veredas”, de 1985
Delas: Qual é a sua opinião sobre a eterna cobrança para as mulheres estarem sempre magras e bonitas?
Bruna Lombardi: 
Eu acho que algumas pessoas já nascem privilegiadas, podem comer de tudo que continuam magras, é isso. Mas uma palavra mais valorizada hoje do que “vaidade” é “diversidade”. Eu tenho sorte, vamos dizer assim, de ser considerada bonita – pelo menos as pessoas me passam isso. Porém esse é só um tipo de beleza. As pessoas têm que aprender a ver todos os tipos de beleza em todas as pessoas. Porque aí sim nós vamos ter uma sociedade bacana onde a diversidade é valorizada.

Delas: Quem são as mulheres mais bonitas do Brasil?
Bruna Lombardi: 
Tem milhares de mulheres, e não vou citar nenhuma para não ser injusta. Tantas mulheres anônimas, que ninguém conhece e que são lindas. Eu as vejo o tempo inteiro, e não precisam ser famosas. É bom que toda mulher se ache bonita, isso é importante. Todo mundo tem alguma coisa de bonito, e isso é uma certeza.

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