Morte de menina durante uso do aparelho atenta para as precauções que ajudam a evitar acidentes elétricos ou queimaduras

Cuidas no hora de alisar são importantes. Teste feito em 2009 já havia questionado segurança dos aparelhos.
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Cuidas no hora de alisar são importantes. Teste feito em 2009 já havia questionado segurança dos aparelhos.
Indispensáveis para as mulheres que buscam cabelos sempre lisos, as chapinhas escondem alguns perigos. O alerta é da Pro Teste (Associação dos Consumidores), que no último ano registrou duas mortes em função de descargas elétricas durante o uso das pranchas – uma delas na última quarta feira. Os casos foram causados pelo contato simultâneo com o aparelho e água.

Como parte da solução do problema, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) criou um selo de certificação que será obrigatório em eletrodomésticos a partir de julho de 2011 comprovando sua segurança – o que abrange as pranchas e secadores. Em 2013 será proibido o comércio de aparelhos eletrodomésticos fora do novo padrão de tomadas.
Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Instituto, explica que a obrigatoriedade da certificação aumentará a segurança dos aparelhos porque, para receber o selo, eles serão submetidos a testes de laboratórios e os fabricantes terão a linha de produção auditada periodicamente.

Cuidados necessários no dia a dia
Independente das medidas tomadas pela indústria, algumas recomendações básicas ajudam a evitar acidentes no uso de pranchas e secadores:

- Nunca use o aparelho descalça

- Não utilize as pranchas em ambientes úmidos, como o banheiro e não deixe molhar a prancha!

- Verifique a adequação das instalações elétricas da sua residência

- O ideal é que as pranchas sejam bivolts automáticas, recomenda a empresa Gama Italy

- Na hora de adquirir uma chapinha, a Gama recomenda que o consumidor verifique se a carcaça é resistente à alta temperatura, blindada e com cabo giratório para evitar curto circuito. Pergunte detalhadamente ao vendedor!

- A Pro Teste é contrária ao uso de qualquer modelo de prancha alisadora. Mas a Coordenadora Institucional da Associação, Maria Inês Dolce, reforça o discurso para os produtos clandestinos, comprados sem nota fiscal e de marcas não reconhecidas.

Alerta não é de hoje
Em um teste de seis produtos realizado no ano passado, a Associação dos Consumidores já tinha reprovado cinco modelos de chapinhas alegando falta de segurança elétrica ou térmica (risco de choques e queimaduras). Entre as falhas apontadas estavam a falta de isolamento, o aquecimento excessivo do plástico e da cerâmica que fica em contato com os fios. Na ocasião as empresas GA.MA Italy, Taiff, Remington, Britânia e Mallory se pronunciaram dizendo que são certificadas pelo Inmetro e que não reconheciam a metodologia utilizada pela Pro Teste.

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