Cosméticos fabricados para agredir menos a natureza e a saúde ganham as prateleiras: entenda qual o melhor para você

Com a chegada de grandes marcas internacionais de cosméticos ao Brasil, chegaram também novos selos, nomes e conceitos nas embalagens. Produtos orgânicos, naturais, veganos e cruelty-free ganham as prateleiras e podem confundir até o mais atento dos consumidores.

Quem busca comprar com consciência deve ficar de olho nas denominações e escolher de acordo com o que acredita. No Brasil não existe uma regulamentação oficial que defina o que é um cosmético orgânico, por exemplo. Mas algumas empresas certificadoras concedem um selo para marcas que seguem seus critérios.


Uma das maiores certificadoras no Brasil é a Ecocert, parte de um grupo internacional com origem na França. Para ganhar o selo de “cosmético natural”, 95% dos ingredientes devem ser de origem natural. Os 5% restantes podem ser sintéticos, mas seguindo as regras da certificação, explica Priscila Hauffe, responsável pela área de cosméticos da Ecocert.

Já para ser classificado como orgânico, o produto precisa cumprir as regras do natural, e ainda ter no mínimo 95% dos ingredientes vegetais oriundos de produção orgânica. “É um produto cujo princípio ativo não teve uso de agrotóxicos no cultivo, do início ao fim”, diz a especialista em beleza Paula Roschel, organizadora do workshop Beleza Natureba , que acontece nos dias 13 e 14 de dezembro em São Paulo. 

Os cosméticos cruelty-free tem como princípio não ser testado em animais. “Isso vale tanto para os ingredientes, quanto para o produto finalizado”, explica Renata Pagliarussi, especialista da marca Lush Brasil, que tem o cruelty-free como princípio.

Por fim, os cosméticos veganos juntam os princípios do cruelty-free com a não-utilização de ingredientes de origem animal. “Não pode ter cera de abelha, leite, lanolina, entre outras coisas”, lista Renata.

As vantagens de usar cosméticos certificados vão da preocupação com a saúde até a satisfação pessoal. Os cosméticos orgânicos, por exemplo, excluiriam produtos químicos que podem causar reações adversas no organismo. ”Eles contêm menos ingredientes sintéticos, e por isso são mais seguros para a saúde”, diz Renata.

O meio ambiente também agradece: sem uso de agrotóxicos, a produção dos cosméticos orgânicos é mais gentil com a natureza. “Ao usar menos ingredientes sintéticos, você deixa de poluir não somente na produção, mas também quando o cosmético vai pelo ralo” diz a especialista.

Aderir ao uso de cosméticos desses tipos, porém, ainda não é tarefa fácil. É preciso ficar de olho nos rótulos, mas, ainda mais importante, é se informar o tempo todo. ”A maneira mais eficaz de saber se um produto atende ao que você procura é conhecendo e pesquisando sobre as práticas da empresa”, diz Renata.

Embora pelo mundo a oferta de cosméticos cruelty-free e certificados seja bem grande, no Brasil ainda estamos começando a discutir o assunto. “O setor farmacêutico ainda não encontrou uma forma de eliminar os testes em animais, mas estamos caminhando para isso”, diz Paula.

Tendo informação, fica mais fácil identificar alguns padrões que se repetem. Paula, dá o exemplo dos produtos vendidos na China. “Se está no mercado chinês, já sei que não é cruelty-free. Lá, a lei indica que só produtos testados em animais podem ser comercializados”, afirma. Com consciência, não é tão difícil fazer boas escolhas para a natureza e a saúde. Experimente!

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