O problema estético pode ser amenizado com aplicações localizadas, mas tratamento constante é necessário

A celulite causa calafrios até nas mulheres mais seguras. Conhecida como lipodistrofia ginóide, a alteração na camada de gordura que fica sob a pele desencadeia o indesejável aspecto “casca de laranja”. Muitos tratamentos prometem amenizar este problema estético, e o preenchimento dos furos mais profundos com ácido hialurônico é um deles.

O buraquinho da celulite nada mais é do que uma fibrose que puxa a pele em direção ao músculo, como um elástico. Para o preenchimento, uma agulha é introduzida entre a gordura e a pele com o objetivo de romper essa ligação. “Nesse espaço que sobra entra o ácido para preencher a região e deixá-la mais lisa”, explica a dermatologista Isabel Martinez.

O procedimento é realizado no consultório dermatológico, com anestesia local, e em pouco mais trinta minutos. “O resultado é imediato, mas pode ficar um hematoma. Então é preciso ter cuidado com o sol para não manchar a pele”, alerta a dermatologista Bianca Gastaldi.

Preenchimento deve ser usado nos focos mais profundos de celulite
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Preenchimento deve ser usado nos focos mais profundos de celulite
Longe de ser a solução definitiva para a celulite, o preenchimento é indicado para pequenas áreas isoladas, que apresentam as depressões mais profundas. Para todo o bumbum, por exemplo, três ou quatro aplicações corrigem furinhos localizados. A região restante deve ser tratada com outros métodos.

A aplicação, a partir de R$500 por região, deve ser indicada por um dermatologista. Com o passar do tempo, o ácido é absorvido pelo próprio corpo e o retoque deve ser feito após dois anos. As especialistas alertam para a manutenção constante dos resultados, aliando massagem e aparelhos de radiofrequência ou infravermelho. “Não adianta investir só para o verão, por exemplo. Tem que incluir no orçamento mensal”, explica Bianca. “Se parar o tratamento, volta tudo”, lembra Isabel.


99% das mulheres têm celulite

A celulite é mais comum nas nádegas e nas coxas. Mas as ondulações não são exclusividade de quem possui gordura localizada. Segundo o site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, 99% das mulheres têm celulite. O agravamento do problema geralmente está ligado à má circulação sanguínea, ausência de exercícios físicos e alimentação inadequada. “São quatro níveis de gravidade. Da bem simples que só aparece ao apertar, até o grau mais elevado, que chega a doer”, explica Bianca.

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Isabel Martinez (CRM-SP 115398)

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