Comece a cuidar já das veias arroxeadas e abuse das roupas mais curtas nos dias quentes

Comece o verão com as pernas sem vasinhos
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Comece o verão com as pernas sem vasinhos
Cerca de 80% das pessoas com mais de 20 anos em todo o mundo sofrem com vasinhos e varizes, sendo a maioria mulheres. Além de comprometer a saúde em alguns casos, o problema também reflete na parte estética – usar saias e vestidos no verão com as pernas arroxeadas não é nada agradável. Entenda as causas e saiba como tratar o problema em tempo para os dias quentes.

Também chamados de microvarizes, os vasinhos são veias dilatadas e tortuosas que podem surgir avermelhadas, azuladas e com diversas espessuras. A classificação de uma veia problemática é feita por meio da medida de seu calibre, que varia entre dois e seis milímetros. As varizes mais agressivas (classificadas com seis ou mais milímetros de calibre) são problemáticas e oferecem riscos à saúde. Nesses casos, provavelmente a paciente terá que passar por algum tratamento – não invasivo ou cirúrgico – para evitar maiores complicações e doenças circulatórias. A avaliação deve ser feita por um médico vascular e não por um esteticista.

“Há vários fatores que contribuem para o aparecimento de vasos e varizes”, explica o médico Walter Campos Jr., da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Vários mesmo. A lista inclui questões genéticas, hormonais, gestacionais e até obesidade. Fumo, sedentarismo e estilo de vida em geral também contribuem.

Tratamentos disponíveis no mercado
Segundo o médico Eduardo Toleto de Aguiar, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, os principais tratamentos disponíveis para as microvarizes ou vasos são feitos com compostos injetáveis na região afetada ou aplicações de laser – ambos são métodos simples e dispensam o uso de anestesia.

Ainda na linha de injetáveis, Aguiar conta que a escleroterapia com espuma tem apresentado excelentes resultados. “Quando um líquido é injetado, ele se mistura com o sangue e perde parte de sua potência ao se diluir. Já com a espuma, a substância está mais concentrada e, portanto, tende a ser mais eficaz”.

A quantidade de sessões necessárias e o tempo de duração de cada método varia de acordo com a resposta do paciente. Para a escleroterapia com espuma, por exemplo, até duas aplicações são suficientes para a maioria dos casos. O preço de cada aplicação custa cerca de R$300.

Os tratamentos modernos para a eliminação de vasos são pouco agressivos e permite que a paciente volte para a casa andando sem maiores complicações. Escurecimento do local e um pouco de incômodo são normais nos primeiros dias.

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