Em entrevista ao Delas, o hairstylist da Casa Branca diz que Michelle Obama escolhe o look alisado por ser “menos descontraído” do que o natural

Johnny Wright herdou a clientela da avó cabeleireira quando ela morreu aos 91 anos. Ele tinha apenas nove de idade e todas as vizinhas para deixar bonitas. Começa assim a história do hairstylist que, 23 anos depois, tem como endereço profissional a Casa Branca. Suas tesouras, truques e cremes são responsáveis por cuidar dos cabelos da primeira-dama dos Estados Unidos da América (EUA).

Michelle Obama, aclamada pelos fashionistas por sua elegância, exige de Wright a capacidade de improviso que ele adquiriu como cabeleireiro mirim.

As salas de aula eram adaptadas para as improvisações do garoto “ruim de cálculo, mas bom com cabelos”. Hoje, apesar da residência oficial dos Obama contar com um salão de beleza disponível 24 horas por dia, “os aviões, os banheiros e os cantinhos atrás do palco são os locais onde arrumo Michelle para suas aparições públicas”, explica Wright. “Por isso, nem consigo definir o lugar mais improvável e diferente que eu já trabalhei.”

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Há quatro anos, Michelle e Johnny Wright se conheceram durante uma sessão de fotos para uma revista. Barack Obama estava em curso na primeira campanha presidencial (agora tenta a reeleição). Dois meses após as urnas confirmarem a vitória de Obama, Wright conquistou o posto de cabeleireiro oficial da primeira-dama, segundo anunciou, em 2009, o jornal Washington Post, um dos principais veículos dos EUA.

Leia a entrevista com o cabeleireiro queridinho das celebridades brasileiras

A sintonia entre o cabeleireiro e a cliente mais importante de sua carreira começou no primeiro encontro e, diz Wright, ainda é preservada. “Eu quase sempre acerto. Mas quando Michelle não gosta de alguma coisa, não altera o tom de voz”, revela. “Ela é muito educada, polida e só diz que prefere outro penteado. Sugere alguma mudança, tudo sempre muito calma e serena”, diz ele que recebe a agenda de Michelle Obama com três meses de antecedência para se programar e não deixá-la na mão.

Também é recorrendo à “serenidade” da primeira-dama que Johnny Wrigth defende a chapinha, look quase que exclusivo de Michelle Obama. Nas redes sociais, por exemplo, já existiram campanhas para que o visual natural e afro americano se torne a marca registrada dela, em vez das madeixas sempre alisadas.

Veja o especial : elas abandonaram o alisamento dos cabelos

“Eu deixo Michele bem à vontade para escolher como quer seus penteados. Ela gosta das escovas, por vezes usa camadas, com as pontas viradas em cachos. Os cabelos nos ajudam a formar a imagem que precisamos e queremos passar. Os encaracolados, de alguma forma, podem dar um visual mais descontraído. Talvez por isso, ela opte pelos lisos, que dão um ar mais formal, sereno”, defendeu.

Johnny Wright, que também é negro, diz que não existe “cabelo ruim”. “O que temos são cabelos saudáveis e cabelos não saudáveis. Se você cuidar da saúde capilar, sempre terá cabelos bons, independentemente do tipo de fios”, define.

Entre as táticas que fizeram a cabeça de Michelle Obama, ele topou revelar três “dicas de ouro” para as mulheres negras.

Sem pontas duplas
- Os cabelos precisam sempre estar com as pontas aparadas. É isso que dá vitalidade e saúde para os fios. Principalmente os cabelos das negras que podem ser mais opacos, é preciso atenção para as pontas não ficarem duplas

Modele
Use chapinhas e modeladores de cachos de qualidade. “Eu prefiro os de titânio, que fazem uma camada protetora nos cachos”, diz Johnny Wright que veio ao Brasil para o lançamento de um destes produtos.

Hidrate
“Os cabelos não podem ficar mais do que 15 dias sem hidratação. É o mais importante para a saúde capilar”

Veja o vídeo com as dicas do cabeleireiro de Michelle Obama

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