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As meninas do futebol americano

O esporte exige força, certa dose de violência e muita disposição. Quem pensa que só os homens aguentam o tranco está muito enganado. Tem mulheres que entendem tudo do assunto sem deixar de lado de lado a feminilidade.

Glycia Emrich | 04/03/2009 18:01

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Foto: Divulgação Ampliar

Todo sábado e domingo elas se encontram ao lado direito do Obelisco, na frente do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Não, elas não estão ali para fazer caminhadas, piqueniques ou levar os cachorrinhos para passear. São 16 meninas que há três meses marcam presença firme para treinar um esporte que antes era exclusivo para os homens: futebol americano.

Violento, agressivo e com muito contato corporal, o esporte é praticado por homens no país há alguns anos e só ultimamente é que as mulheres resolveram invadir essa modalidade. Mesmo nos EUA, a terra do futebol americano, não existe nenhum time profissional feminino. O preconceito e o machismo são tão grandes que o único time conhecido na terra do Tio Sam é o Lingerie Bowl, um bando de mulheres que jogam vestidas de lingerie e salto alto, para delírio dos marmanjos.

A bola é delas

No Spartans a história é bem diferente. O time é um dos dois únicos encontrados na cidade de São Paulo. E a tarefa de recrutar meninas que quisessem praticar o esporte não foi fácil. A estudante de jornalismo Renata Lakatos, 20, foi a pioneira. Como os irmãos já jogavam futebol americano, ela resolveu se especializar no assunto e virar juíza. De lá para formar um time não precisou de muito tempo, mas sim de muita força de vontade. No começo foi bem difícil arrumar meninas. A maior parte desistia, queria ser cheerleader, ri Renata.

Para todos os manequins

É que para encarar o treino precisa de muita disposição. São horas de aquecimento puxado para depois começar o jogo. Para as iniciantes, o treinamento é o mesmo. Ninguém exige que as novatas tenham o mesmo desempenho, mas é proibido fazer corpo mole. E nada de desculpinhas caso você esteja acima do peso. Lá tem gordinhas, magrinhas, altas e baixinhas. Se a pessoa é mais gordinha, ela fica na linha de ataque ou de defesa. Se é alta, a gente joga para receiver, explica.

Na hora do jogo, elas não são garotinhas. Apesar de serem bastante agressivas, e se orgulharem disso, o clima do time é sempre de leveza e muita feminilidade. Como jogam sem aquela parafernália de proteções que se vê na TV durante os jogos masculinos, elas adotam um estilo um pouco diferente para reduzir o contato: o flag. São bandeirinhas presas na cintura que, quando retiradas, servem como indicação de que é hora de parar a bola. Ao invés de dar o tackle, a pancada na pessoa para parar a bola, é só retirar a fita. E isso fez com que mais meninas resolvessem começar a jogar, conta Roberta Freitas, 24, outra comandante do time.

Eles x elas

Amigos, namorados, maridos e familiares: todo mundo apoia e incentiva a galera. Mas quem não convive de perto com elas fica um pouco assustado. Os caras de fora se assustam quando a gente conta que joga futebol americano, acham que não é esporte de mulher, relata Renata. Mas elas não se importam e nem por isso deixaram de arrumar namorados.

Algumas delas são casadas e começaram a paquera com outros jogadores da modalidade. É o caso da professora e escriturária Roberta Freitas. O meu marido joga e é legal porque ele sempre está junto.

A união entre o time é tão grande que mesmo fora dos treinos elas fazem quase tudo juntas. E essa forte ligação é que gera o que elas mais prezam na hora dos treinos e jogos: força de vontade! Em comum, a gente tem muita força de vontade! Se cair, tem que levantar. Nada de falar que não sabe e não consegue. A gente incentiva até aprender e fazer direitinho, explica Roberta.

E não se importam em tomar bronca quando erram, empurrões durante o jogo e serem derrubadas pelas adversárias. Algo muito maior é que dá força e garra para essas meninas boas de briga. O que eu mais gosto aqui dentro é a alegria desse povo! A gente é como uma família!, explica a estagiária do setor público Scheila Delgado, 22 anos, esclarecendo o que traz motivação para qualquer mulher, em qualquer prática – seja ela tida como masculina ou não.    

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    16 Comentários |

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    • Fatima | 03/10/2009 14:18

      Gostaria de jogar futibal americano como posso me escrever e a onde ate que idade

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    • Fatima | 03/10/2009 14:18

      Gostaria de jogar futibal americano como posso me escrever e a onde ate que idade

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    • Danizinha | 20/09/2009 02:01

      Saudades de jogar com vocês meninas, pena que o tempo que antes eu tinha de sobra agora me falta e eu nem posso ir treinar -- Meninas do Spartans, Valeu pela força, incentivo, e entusiasmo que vocês me passaram, um dia, eu sei que estarei ai, treinando com vocês novamente -- Saudades Infinitas ^^*

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    • patricia alessandra | 04/03/2009 06:01

      se tivesse este esporte aqui em minha cidade eu com certeza faria parte... meus parabens vcs saõ a força da mulher brasileira bjos patricia.... respondam se puder;;;

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    • patricia alessandra | 04/03/2009 06:01

      se tivesse este esporte aqui em minha cidade eu com certeza faria parte... meus parabens vcs saõ a força da mulher brasileira bjos patricia.... respondam se puder;;;

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    • Sandra | 04/03/2009 06:01

      Gostaria de saber como tirar minha dúvida, pois enviei uma pergunta a semana passada para a Dra. e até o monento não me respondeu, sobre o anticoncepcional miranova, lembra? Meu casamento dia 14/03 e não obtive resposta. No aguardo....

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    • Vânia Regina | 04/03/2009 06:01

      Quando tiver no RJ eu quero!!!!!!!!! EU AMO FUTEBOL AMERICANO.

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    • Spartans Feminino | 04/03/2009 06:01

      Olá. Agradeço todos os comentários. Quem quiser entrar para a equipe, clique neste link: www.armaduras.com.br/spartans/

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    • Spartans Feminino | 04/03/2009 06:01

      Olá. Agradeço todos os comentários. Quem quiser entrar para a equipe, clique neste link: http://www.armaduras.com.br/spar tans/

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    • Roberto Spinelli Filho | 04/03/2009 06:01

      Ótima matéria Glycia Emrich, muito bem escrita. Parabéns às meninas do Spartans pelo pioneirismo e por elevar a imagem da mulher.

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