A experiencia de beijar outra mulher e ate comum na adolescencia. Mas e se essa 'curiosidade' bater depois dos 25?

Beijo entre mulheres
Flickr/ philippe leroyer
Beijo entre mulheres
Imaginar-se fazendo sexo com outra mulher pode ser apenas uma fantasia e não quer dizer, necessariamente, que você esteja se tornando homo ou bissexual. “A fantasia e curiosidade são prazerosas e saudáveis e não há do que se envergonhar”, afirma o psicólogo Rubens Fonseca. “Uma prática sexual ou outra são apenas experimentações. São os sentimentos a partir dessas experiências é que vão determinar a preferência sexual”, acrescenta.

A primeira vez que a secretária Milena França, 32 anos, ficou com uma mulher foi apenas para brincar e provocar um paquera. “Estávamos todos bebendo e azarando na casa de um amigo, mas ninguém tomava uma atitude. Uma das meninas, que era lésbica, estava jogada na cama e me olhava de um jeito muito sensual. Após vários drinques resolvi ir até ela e nos enroscamos na cama para provocar os homens da festa”.

A tática funcionou: “eles ficaram enlouquecidos, mas estava tão gostoso entre a gente que não deixamos eles participarem”, lembra-se ela – que admite, de vez em quando, ainda beijar outras garotas.

Já a auxiliar de enfermagem Ana Paula, 29 anos, conta que beijou uma mulher pela primeira vez aos 26. “Era uma amiga que eu conhecia há anos e fazia muito tempo que a gente não se falava. De repente ela voltou pra minha vida e acabou indo pra praia comigo, meu namorado e uns amigos. Era pra ela ficar com meu amigo, mas acabou ficando comigo! Lembro que eu fiquei impressionada com a sensação de ter um par de seios enormes e macios contra os meus”, relembra ela.

Um beijo e nada mais

A professora Ana L., 35 anos, afirma que sempre se sentiu atraída por outras mulheres, mas nunca arriscou ir além de beijos e passeios pelo corpo feminino. “Nunca tive tesão pra ir até o fim. Gosto mesmo é de moças bonitas, mas só por diversão. Já transei com duas mulheres, mas realmente não é minha praia”.

Será que isso é normal? Segundo Fonseca, não existe nada de perverso em sentir desejo por homem, mulher ou ambos. “Quando se trata de sexualidade humana, não existe certo e errado, normal e anormal – só é errado não se proteger de DST! Com segurança, vale a pena ser praticado tudo aquilo que duas ou mais pessoas gostam, que as deixam à vontade e que as fazem sentir prazer, não importando o tipo de prática, o sexo das pessoas, a quantidade de parceiros etc.” opina o psicólogo.

X e Y

Hedonista assumida, a promoter Juliette F. diz que teve sua primeira experiência com outra mulher aos 18. Hoje, aos 25, ainda se relaciona mais com homens, mas confessa que também gosta delas.

“Sempre fui muito aberta a experimentações e interessadíssima por sexo! Numa balada uma amiga ficava me chamando pra ir ao banheiro toda hora e comecei a achar que ela estava me paquerando. Então ela perguntou se eu já tinha experiência com mulheres e se topava com ela, que também queria experimentar! Eu topei, porque ela era uma delícia e já começamos a transar no banheiro mesmo. O que era pra ser só um beijo... Depois disso beijei muitas outras mulheres. Mas para sexo mesmo não é todo tipo de mulher que me atrai”, conta ela.

Sem paranoias


Casada com um homem há 12 anos, a artista plástica Vivian M., 41, conta que já beijava suas primas desde a infância e diz se revoltar por ainda existir tantos questionamentos e medos a respeito do assunto.

“Nossa, isso é coisa antiga! Pensei que as pessoas já tinham ultrapassado esse limite bobo. Já beijei até a minha prima depois de casada, minha cunhada... A última delas foi uma médica maravilhosa, com 60 anos e inteira, que deu um banho em muita menina e menino de 18. Hoje me considero uma pessoa feliz e sem rótulos”.

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