“As mídias sociais testam nossa definição de infidelidade”. A frase dita pela pesquisadora americana Pamela Haag retrata os novos limites a serem discutidos pelos casais sobre as tentações que o meio on-line oferece. Pode estabelecer contato com o ex-namorado no Twitter? E acessar as fotos da vizinha bonitona no Facebook, pode? Porém, todas essas questões parecem banais diante de um movimento que começa a ganhar a internet brasileira. Sites internacionais de sucesso estão desembarcando no Brasil para ajudar mulheres e homens casados a encontrarem parceiros para casos extraconjugais. E o negócio é sério mesmo.
Os interessados em trair se cadastram e criam uma página onde detalham suas características físicas e preferências gerais. A opção de colocar fotos próprias (discretas ou mais saidinhas) é do usuário. Com o perfil montado, a “caça” começa. E como nos bares e boates focados em provocar a paquera, homens pagam para entrar, mulheres não.
Ohhtel oferece uma maneira discreta de ter um caso
“Nós somos uma opção ao divórcio. Queremos que as pessoas mantenham seus casamentos”. Com esse argumento aparentemente contraditório, Lais Ranna, vice-presidente de operações do site Ohhtel para o Brasil, define a proposta da sua empresa. A executiva diz que o serviço, que começa a funcionar nesta segunda-feira (11), é uma alternativa para os casais que não querem se separar, apesar da vida sexual possivelmente fria e insatisfatória. “É uma maneira segura e confidencial de ter um caso, sem enfrentar os riscos de procurar isso num bar, no Facebook ou no trabalho”, completa.
De acordo com Laís, apenas nos Estados Unidos há 1,3 milhões de usuários cadastrados no Ohhtel, sendo 68% de homens e 32% de mulheres. Ela está otimista quanto à possibilidade de sucesso do serviço no Brasil. “Nós queremos atingir 300 mil usuários nos primeiros meses”, prevê a executiva, que não teme ser acusada de incentivar a infidelidade. “Nós não inventamos a traição. Ela existe desde que o mundo é mundo. Nós podemos ser acusados disso tanto quanto o Facebook ou os bares”, argumenta.
Na mesma linha do Ohhtel, o holandês Second Love já tem sua versão verde-amarela desde o último mês de maio. “Temos por volta de 31 mil usuários cadastrados e estamos muito otimistas com a adesão do público brasileiro”, revela a porta-voz do site, Anabela Santos. Ainda não há um dado fechado sobre a faixa etária dos assinantes locais, mas nos outros países ela fica entre 35 e 49 anos.
Como o próprio nome diz, o Second Love oferece uma segunda opção para aqueles que não aguentam mais a rotina do casamento, mas também não querem se separar
Anabela também recusa a ideia da empresa ser uma patrocinadora de casos extraconjugais. “O flerte acontece em todo o lugar, só o trouxemos para o mundo online. A opção de ir além de um simples bate-papo virtual é de cada usuário”, pontua.
E a tendência só cresce. Famoso internacionalmente, o americano Ashley Madson gaba-se por contabilizar 7,8 milhões de usuários. Pois ele também está vindo para o Brasil e deve lançar seus serviços ainda este ano, em agosto.
Ashley Madson desembarca no Brasil em agosto e promete abocanhar boa fatia do mercado
Vale lembrar que a travessura tem um custo – pelo menos, para os homens. O Second Love cobra uma mensalidade de R$69,90, já o Ohhtel, um pouco mais barato, fixa o valor mensal em R$60. O Ashley Madson ainda estuda o valor que será cobrado no Brasil. A idade mínima para participar de todos eles é 25 anos.
As relações estão mudando?
Para a psicanalista e pesquisadora Regina Navarro Lins, que no Delas assina a coluna Questões do Amor, tais sites apenas refletem uma mudança comportamental que vem acontecendo desde a década de 70 e que está provocando o declínio do chamado amor romântico. “Esse tipo de amor prega a fusão entre os amantes, que os dois vão se transformar num só, que um só terá olhos para o outro, que quem ama não transa com mais ninguém, que não sente desejo por mais ninguém. Uma porção de mentiras”, analisa Regina.
“Atualmente há uma grande busca pela individualidade entre as pessoas. Com isso, o amor romântico está saindo de cena e está levando com ele uma das suas características básicas, que é a exigência da exclusividade sexual”, prossegue a psicanalista. “As pessoas não deveriam se preocupar tanto com a fidelidade. Elas só deviam responder a duas perguntas. Me sinto amado? Me sinto desejado? Se a resposta for ‘sim’, o que outro faz quando não está comigo não é da minha conta”, finaliza Regina.
O psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), não acredita que estes sites incentivem a traição. “A pessoas que usam esse serviço já tinham o desejo de trair. Elas fariam isso de qualquer forma”. Ele ainda lembra que se o caso extraconjugal for de conhecimento do marido ou da esposa, não pode ser considerado como traição de fato. “Tudo depende do tipo de acordo que tem o casal”, pondera o especialista.
Parece que está ficando cada vez mais difícil ser fiel. Com tanta oferta, só não trai quem não quer. [Discuta o assunto deixando o seu comentário abaixo]
Quer trair? Então a melhor forma é sexo pago; isso mesmo, pago. É o melhor dos dois mundos: você escolhe dentre centenas de garotas espalhadas por aí, vai lá, faz o serviço, paga e adeus. Teve o gostinho de pular a cerca sem qualquer risco de minar seu casamento. Esses sites de encontros de casados é tudo fria. Mais cedo ou mais tarde vai se envolver com alguém e sua vida vai virar um inferno; no final das contas nunca vale a pena trocar sua esposa por outra, causar traumas nos filhos e familiares só porque "gostou" de outra; casamento é muito mais do que sexo e paixão. Salvo situações excepcionais, a separação deve ser evitada. O tesão no casamento diminui mesmo, os filhos e o dia-a-dia atrapalham a relação, contas a pagar, um monte de responsabilidades etc, mas mesmo assim se pensar a longo prazo e refletir a fundo verá que não vale a pena terminar tudo e correr o risco de ver a história se repetir com a outra mais novinha.\nSaindo com garotas de programa você ainda tem a possibilidade de cada dia escolher uma diferente; Pensando bem sai muito mais barato do que pagar mensalidade para arrumar problemas. E viva a prostituição, a profissão mais antiga do mundo!!!!
Responder comentário | Denunciar comentárioeu quero trair a minha esposa!
Responder comentário | Denunciar comentárioTenho 50 anos, traí minha mulher, me arrependo amargamente.
Responder comentário | Denunciar comentárioVale lembrar que, a traição não será apenas com o cônjuge, mas sim, com todas as pessoas envolvidas, filhos, sogros, irmãos, amigos etc... A traição é empolgante, pois vc tem aqueles momentos de conquista, de lisonjeio, de valorização da pessoa, até culminar no sexo. Tudo isto é muito bom para o ego. Só que ninguém, ou NENHUM site, mostra a dor das pessoas que foram traídas, os buracos que são feitos na alma destas pessoas, o caminho árduo e quase irreparável para se ter a confiança novamente!!! A pessoa afetada (traída) leva consigo para o resto da vida esta ferida. Ainda que tudo volte ao "normal" NUNCA mais será como antes. A minha pergunta é simples: Vale a pena vc se deixar envolver por uma pessoa, ainda que aparente a mais "perfeita" por ter um momento de sexo? Coloquem na balança as suas atitudes. O que vale mais, uma massageada no teu ego, ou uma relação destruída?
Responder comentário | Denunciar comentárioAnelise Vilela | 31/07/2011 20:26
Tudo tão copiado ,nada de novo pois nós temos uma cultura de que os de fora são sempre os melhores.Então taí uma boa e arruinadora maneira de acabar de vez com a familia e de tudo que é correto numa vida entre pessoas que se amam,eu disse pessoas ,vale ressaltar conforme o Marcelo ja disse todas as pessoas envolvidas na relação.Parabéns oportuno e feliz seu comentário.
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Quanto moralismo, Deus do céu.\n\n"Quem ama não trai" (pérola de revista feminina e filmes de comédia romântica).\n\nNão tem jeito minha gente, por mais que o casamento seja reinventado, com presentes, jantares, ligações no meio do trabalho, apetrechos de sex shop e toda sorte de tentativas que se vê nas revistas Nova e afins, com trocentos anos de relação ela se desgasta e o parceiro, geralmente o homem, busca novas sensações, curtir outras mulheres. Não que ele não goste do sexo com a esposa ou mesmo não a ame, mas ele simplesmente busca complementar algo que lhe é insuficiente.\n\nA separação e a busca de outro parceiro não resolve o problema, que voltará a ocorrer com o futuro cônjuge.\n\nPortanto, sinto informar especialmente às moças, mas a opinião do primeiro psicólogo da matéria é a que melhor explica a realidade. Infelizmente é assim.
Responder comentário | Denunciar comentárioBem, com tanta imitação do que acontece no exterior, não poderia dar outra. Copiamos o desarmamento da Inglaterra entre outras besteiras que para o Brasil não funcionam, somos tupiniquim, mas infelizmente, somos macacos imitadores, se no exterior estão fazendo, vamos fazer tbm, agora chega a vez da total destruição familiar, pensemos nos sentimentos da pessoa traida, pensemos se gostariamos de sentir isso, aquele desespero, mágoa, dor, desconforto total, como os traidores trabalhariam isso, com naturalidade? Duvido, talvez seja assim até que sintam na própria péle. Na verdade só não entra em panico, frente a uma traição, quem não sente nada pela outra pessoa. Sinto mto chegarmos a tal estágio, mas cada cabeça uma sentença, só vamos tomar cuidado para não colocar esta mesma cabeça na guilhotina do desespero da solidão e da falta de motivação para viver. Abraços cordiais a todos.
Responder comentário | Denunciar comentáriosimples... se a pessoa não te satisfaz, se vc você não é feliz com ela, não há razão pra ficar junto!!
Responder comentário | Denunciar comentárioé gente que quer ganhar dinheiro e famosidade nas custas dos outros...incentivar a traição não é nem um pouco bonito...se não dar certo se separem cada um com seus ideais,mas sem abandonar a moral...é por isso q vemos homem matando mulher e vice-versa,pq o respeito se foi...e alguns acham q aindaestão no direito de falar de deus...
Responder comentário | Denunciar comentárioSou filho de pais separados e desde a infância me questiono sobre a fidelidade conjugal que, a meu ver, contraria frontalmente a natureza humana plurigâmica, sendo esta reprimida e subjugada por convenções socio-econômico e culturais, incluídas aí as repressões religiosas. Jamais acreditei no amor monogâmico, tampouco considero um relacionamento casual como traição. Sou favorável aos relacionamentos abertos, a meu ver, mais saudáveis.
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