Na contramão do silicone, elas rejeitam o “peitão” e exploram outras formas de sedução

Ao longo dos últimos anos, colocar próteses nos seios virou sonho de consumo de muitas mulheres. Os preços mais acessíveis, a influência de famosas “turbinadas” e o apelo sensual são fatores que ainda ajudam a disseminar os seios siliconados. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), 73% das cirurgias realizadas no Brasil são estéticas. A colocação de próteses mamárias está no topo do ranking e representa 21% deste universo, em seguida aparecem lipoaspiração, com 20%, e abdominoplastia, com 15%.

A dançarina Renata Wilker acredita que os seios grandes atrapalhariam os movimentos na barra
Amana Salles/Fotoarena
A dançarina Renata Wilker acredita que os seios grandes atrapalhariam os movimentos na barra
Renata Wilke, de 30 anos, não faz parte dessa estatística. A professora de pole dance está feliz com o tamanho “P” de seu sutiã e, mesmo depois dos seios terem diminuído por conta da amamentação e exercícios físicos, ela não pensa em operar. Quanto ao apelo de sedução, Renata diz: “Já deixei de me sentir mulher em algum momento, mas hoje estou muito bem, silicone não faz parte dos meus planos”. 

Com as curvas trabalhadas na barra do pole dance, Renata afirma gostar do que vê no espelho. A busca por outros atributos físicos fez com que ela esquecesse o silicone. “Nunca fui menos paquerada por ter os seios pequenos, a mulher precisa se gostar e ter atitude”, aconselha. Casada há treze anos, a dançarina conta que o marido gosta do aspecto natural do seu colo e rejeitaria um “peito de borracha”. “Se quero impressioná-lo, uso um bojo, uma camisola soltinha, mas aposto sempre nas costas abertas”, conta.

Hoje está tudo bem, mas nem sempre foi assim. Comparações com as amigas e questionamentos a respeito do corpo surgiram na adolescência, época de descobertas. Magra, Renata tinha inibições e esperava o dia em que começaria a usar sutiã, como todas as outras garotas. “Minhas primas, com menos idade, já tinham seios, e eu nada. Fui desenvolver com uns 17 anos”.

É natural que as garotas tenham ansiedade para desenvolver os seios. Nesse caso, o direcionamento deve ser dado por um médico consciente, como esclarece Sebastião Guerra, cirurgião plástico e presidente da SBCP: “Já me recusei inúmeras vezes a realizar este procedimento em pacientes muito jovens ou aquelas com mamas sem alterações estéticas, consideradas perfeitas”, diz o médico.

Luciana Monteiro:
Amana Salles / Fotoarena
Luciana Monteiro: "O tamanho dos meus seios combina com meu porte físico"

A projetista Luciana Monteiro, de 38 anos, passou pelos mesmos questionamentos de Renata. “Eu só usava sutiã porque o uniforme da escola era transparente, não porque eu precisava”, diz. A cirurgia plástica apareceu como uma oportunidade de melhorar a autoestima, mas logo a ideia foi abandonada. “Tem gente que muda de vida depois da transformação, melhora o trabalho, mas pra mim nunca foi importante. Minha mãe é instrumentadora de um cirurgião, já fez sete plásticas e eu até teria desconto, mas não quero mesmo”, conta.

Para a professora de inglês Juliana Brito, de 33 anos, a mulher fica mais delicada com os seios pequenos. “Basta uma roupa legal e um pouco de maquiagem para eu me sentir sexy. Adoro decote”, diz ela, que já sofreu pressão por parte de alguns homens: “Meus ex-namorados implicavam com o tamanho, mas com o tempo e a maturidade fui aprendendo a conviver com meus seios e admirá-los. Se for necessário, um dia ou outro, apelo aos maravilhosos sutiãs que existem no mercado e pronto”, finaliza.

Renata e Luciana: seios grandes não é arma de sedução
Amana Salles/ Fotoarena
Renata e Luciana: seios grandes não é arma de sedução


Apesar do grande número de atrizes e cantoras siliconadas, belas representantes reforçam o time daqueles que apostam no “original de fábrica”; veja algumas:

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