Ex-militar vira “Guru do Orgasmo” na Inglaterra

Conversamos com Mike Lousada. O terapeuta sexual mais pop do momento mora em Londres e é craque em “massagem íntima” em mulheres

Rafael Bergamaschi e Ricardo Donisete - iG São Paulo |

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Mike Lousada: "Ejacular é para a mulher uma sensação enorme de alívio e libertação"

Um ex-militar inglês de 45 anos está atraindo a atenção das mulheres europeias. Todos os dias, dezenas delas procuram por Mike Lousada em busca de prazer. Ele não é um garoto de programa ou qualquer coisa do tipo, mas um terapeuta que promete reavivar a sexualidade feminina adormecida. Em seu consultório, na área norte de Londres, o consultor trabalha energias bloqueadas – atividade muito diferente da exercida no passado, nos tempos em que atuava como cadete da Academia Militar Real de Sandhurst.

Conhecido como “Guru do Orgasmo”, Lousada garante prazer intenso em apenas quatro sessões. “Você pode perder anos de tratamento com um analista, mas, trabalhando com o corpo, a resposta é muito mais rápida”, afirma.

O ponto alto da terapia utilizada por ele é a massagem genital chamada Yoni – nome tântrico para designar a vagina. Ainda pouco popular no Brasil, a técnica é encontrada em algumas capitais. No Centro Metamorfose, em São Paulo, por exemplo, a sessão de uma hora e meia custa, em média, R$400.

"Em alguns momentos, durante a estimulação, elas dizem 'você é demais', ou coisas do tipo”

Mas para se consultar com o “guru” é preciso investir um pouco mais: o pacote, incluindo quatro sessões de três horas cada, não sai por menos de 1.200 libras, cerca de R$3.800. O preço, no entanto, não tem afugentado as clientes. O sucesso é tão grande que a imprensa inglesa não cansa de divulgá-lo como o "Guru do Orgasmo". "Esse homem pode consertar a sua vida sexual", escreveu o jornal “The Sun”. E a revista GQ destacou: "Ele ajuda mulheres do mundo todo a chegar às alturas". 

Por telefone, Mike bateu um papo com o Delas. Ele conta detalhes sobre o seu trabalho e afirma que a namorada não sente ciúmes de suas clientes: “Ela entende que é puramente terapêutico”.  

Delas: Quais são os problemas mais relatados pelas mulheres?
Mike Lousada: Trabalho com pessoas que têm problemas de intimidade sexual ou problemas físicos, que nunca tiveram um orgasmo, mulheres que sentem muita dor com a penetração.

Delas: Como funciona o seu tratamento?
Mike Lousada: Meu tratamento é dividido em quatro sessões. A primeira é a conversa, uma parte mais intelectual e emocional. Sinto o que se passa na vida das pessoas. Depois vem a liberação física. O corpo guarda memórias, emoções e traumas. Eu liberto essas emoções que estiveram presas ao corpo durante anos. Eu vasculho o corpo visualmente e energeticamente, também com as minhas mãos. A terceira etapa é o toque sensual. Uso algumas técnicas de massagem ocidental e taoísta. O trabalho é feito principalmente no abdômen. Com permissão, eu também estimulo os genitais. Muitos traumas sexuais são guardados na região da yoni. Nesse momento, o ambiente é aromatizado. A ideia é criar o clima perfeito para que a mulher possa se libertar. E por último vem o despertar sexual. É preciso deixar claro, no entanto, que para isso precisamos do consentimento total da cliente. Procuro fazê-la atingir o orgasmo para que ela entre em contato com sua energia erótica.

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O terapeuta relaxa em seu consultório, no bairro Chalk Farm, em Londres

Delas: E você considera que vocês não fazem sexo, certo?
Mike Lousada: Não fazemos sexo, nem sexo oral, não fazemos. Eu apenas estimulo a yoni (vagina), incentivando que ela tenha a experiência do prazer. Estimulo, inclusive, a ejaculação feminina.

Delas: Ejaculação feminina?
Mike Lousada: Sim. Ejacular é para a mulher uma sensação enorme de alívio e libertação.

Delas: Alguma cliente já se apaixonou por você ou interpretou mal o seu trabalho?
Mike Lousada: Nunca tive esse problema. Às vezes eu pergunto a elas, fico curioso, e o que elas explicam é que eu traço barreiras muito expressas. Deixo claro que é um tratamento terapêutico e nunca estabeleço nenhum tipo de relação fora do consultório. Às vezes acontece. Em alguns momentos, durante a estimulação, elas dizem “você é demais”, ou coisas do tipo.

Delas: E o que você faz nesse momento?
Mike Lousada:
Devolvo o elogio, dizendo “não, você é incrível, toda esta energia sexual vem de você mesma”. Eu apenas providencio as condições certas para que elas entrem em contato com o que já está dentro delas.

Delas: Como sua namorada lida com o seu trabalho? Ela fica com ciúmes?
Mike Lousada: Ela entende que é puramente terapêutico. Não tem nenhum problema.

Delas: Mas em seu site você faz questão de afirmar que está em um relacionamento sério.
Mike Lousada: Quero deixar bem claro a minha condição. Não estou solteiro e quero que as clientes saibam disso. É uma forma de elas saberem que eu não busco nenhum tipo de prazer com o que eu faço. Elas podem se sentir mais seguras assim.

Delas: Quanto tempo dura um tratamento completo com você?
Mike Lousada: Em quatro sessões resolvemos o problema [o desbloqueio do prazer]. Não é terapia de longo prazo. Você pode perder anos de tratamento com um analista, mas, trabalhando com o corpo da forma correta, a resposta é muito mais rápida.

Delas: Por que precisamos treinar nosso corpo para sentir prazer? Isso não deveria ser algo natural?
Mike Lousada: Não é um treinamento, mas sim uma maneira de se chegar às raízes do nosso corpo. A sociedade faz muitos julgamentos em relação à sexualidade e, por isso, nos sentimos culpados ou envergonhados ao sentirmos prazer. Podemos também ter passado por alguma experiência complicada e, portanto, passamos a responder com medo ao invés de amor.

Delas: Muitos sexólogos afirmam que as mulheres não conhecem o próprio corpo. Você concorda com isso?
Mike Lousada: Totalmente. A maioria das mulheres não tem uma relação saudável com o próprio corpo. Os homens tocam a genitália a todo o momento, mas as mulheres muitas vezes nem veem o próprio sexo.

Delas: Você também atende homens, mas o trabalho não é feito com toque...
Mike Lousada: Eu não faço trabalho íntimo com homens. Eu procuro ajudá-los a superar os medos. Tento fazê-los entender o que está acontecendo, levá-los adiante.


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