Como lidar com a ansiedade que cerca as palavras mágicas do relacionamento

Dizer “eu te amo” pela primeira vez é um passo importante em uma relação. Alguns demoram mais e têm dificuldade para verbalizar sentimentos. Outros soltam a frase logo no começo do namoro e até assustam o pretendente. Mas será que existe hora certa para arriscar uma declaração?

Quem faz a declaração quer ouvir um
Thinkstock/Getty Images
Quem faz a declaração quer ouvir um "eu te amo" de volta, mas isso nem sempre acontece
A professora Priscila de Pádua, de 31 anos, acha que seu namorado foi rápido demais. “Eu me assustei até. Em um mês ele estava falando que me ama”, lembra. Com a estudante Sarah Dias, de 20 anos, foi até mais rápido. Ela conta que ouviu um “eu te amo” no segundo encontro: “Estávamos em um show e ele disse as palavrinhas mágicas. Fiquei impressionada com a agilidade, mas não hesitei em responder da mesma forma”, contou.

Apressadinhos esses rapazes? Que nada. De acordo com um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, recentemente publicado no Journal of Psychology, os homens são três vezes mais propensos a dizer “eu te amo” logo nas primeiras semanas de namoro.

“Conquistar é algo do ativo, do masculino. A mulher é mais cautelosa. Ela primeiro precisa se sentir amada”, comenta a psicóloga e psicanalista Araceli Albino.

A resposta é importante?
A declaração é uma entrega e gera uma expectativa de resposta equivalente: todo mundo quer ouvir, pelo menos, um “eu também” do outro lado. Priscila diz que foi bem cautelosa e só conseguiu responder na mesma moeda dois meses depois que o namorado abriu o coração: “Estava ouvindo uma música que me lembrou dele e mandei uma mensagem de texto falando ‘Acho que estou te amando’”. O casal já está junto há um ano e meio e, atualmente, ela brinca que as declarações diminuíram: “agora tenho que cobrar”.

Sarah com o namorado André Mendes: declaração de amor em apenas dois dias
Arquivo pessoal
Sarah com o namorado André Mendes: declaração de amor em apenas dois dias
Para a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, é importante respeitar o limite do outro e não forçar uma retribuição. Segundo ela, não é preciso ficar decepcionada caso o parceiro não diga o “eu te amo” de volta.

“Essa intensidade do amor nunca é igual, é variável. Isso tem relação com o tipo de educação: há os que demonstram que gostam e os que não demonstram”, analisa a especialista. Ela diz ainda que uma ação pode valer por palavras de amor. “Pode ser um gesto, o jeito que mexe no cabelo, um carinho, a participação na vida da pessoa”, ressaltou Cecarello.

E quando é a melhor hora para se declarar? “O afeto amoroso é construído. Cada um tem seu timing. O importante é a atitude condizer com a fala”, concluiu Araceli Albino.

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