Namoro um cara mais novo

Elas garantem que, quando o assunto é amor, a idade não é critério para exclusão

Glycia Emrich |

Jason Kempin/Getty Images
Ashton Kutcher e Demi Moore: um dos casais mais sólidos de Hollywood, com 16 anos de diferença
Não é só a Demi Moore que pode passear por aí de mãos dadas com um cara lindo e 16 anos mais novo que ela – no caso, o ator Ashton Kutcher, com quem Demi começou a namorar em 2003 e trocou alianças em 2005. E nem só a Madonna que consegue segurar o fogo do jovem Jesus. Claro que a aparência e o físico dessas duas estrelas faz com que a diferença de idade seja praticamente imperceptível. Com os avanços da tecnologia na medicina estética, a mulherada consegue passar dos trinta e ainda esbanjar mocidade.

Mas não é só pelo rostinho de menina de 20 anos que os homens mais novos se encantam. A terapeuta ocupacional Leandra C. Maia, 39 anos, namora um homem mais novo há 5 anos e garante que a idade não atrapalha em nada. Pelo contrário, só ajuda. “A nossa diferença de idade é de 16 anos. E eu confesso que acho tudo demais. Sempre fui ligada no 220 e nenhum homem conseguia me acompanhar. Até que conheci um que tivesse disposição de sobra”, conta ela. Com tanta energia sobrando, já da pra sentir o que ela acha do sexo. “Uma maravilha. O garoto não cansa. Isso é ótimo”, ri a terapeuta.

Com fôlego sobrando, a noite do casal deve ser sempre extraordinária. A juventude, nessa hora, só traz benefício. Por outro lado, ter uns aninhos a mais também soma nesta equação. “O homem jovem tem mais disposição física, claro. E além disso está com os hormônios animadíssimos. A mulher mais velha tem a experiência como carta na manga. Essa união de características só pode resultar em noites de sexo excelente”, garante a psicóloga Manuela Mendes.

A dona de casa Rosa Meire Xaves, 43 anos, conheceu o seu atual namorado numa reunião que a filha dela fez em casa, para elaborar um trabalho de faculdade. O suco que ela serviu para os colegas da filha rendeu pano pra manga. “Não sei explicar o que aconteceu. A gente se olhou e foi como um estalo. Foram uns dois meses de autocontrole antes de abrir o jogo para minha filha. Eu precisa reencontrá-lo e só ela poderia me dar alguma pista. Depois de trocar alguns emails, marcamos uma cerveja. De lá pra cá, já são 2 anos”, relembra ela. Mas enfrentar o preconceito com a diferença de idade – são 19 anos – não foi tarefa fácil. “A família dele reclamou, os amigos estranharam. É que a gente não frequenta muito os mesmo programas que o pessoal da faculdade. Às vezes até acompanho, mas nem sempre posso conciliar com o resto da minha vida”, explica ela.

Fora da cama
Rosa é viúva e vive de rendimentos de apartamentos alugados. Passa grande parte do dia em casa ou em cursos, academia e sessões de cinema. Ela diz que é feliz com o namorado novinho, mas tem um detalhe que às vezes atrapalha: “A instabilidade financeira dele. Porque eu não quero sempre ter que pagar tudo. Ele ainda não tem emprego e vive com o dinheiro dos pais. Tenho que ter sempre jogo de cintura para não estressar com isso”, conta Rosa.

Segurar a onda na hora de pagar os programinhas do casal é importante para não estragar esse tipo de relação .”Não dá pra tratar o namorado mais novo como filho, cuidando dele o tempo inteiro, provendo tudo o que ele precisa”, explica Manuela. Lembre-se que, dependendo da idade, ele estará passando por uma época de experiência. E é importante que ele faça o próprio caminho para amadurecer.

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Conflitos
A empresária carioca Tainá Pontes, 46 anos, viu a sua vida virar de ponta cabeça depois que conheceu André, de 20 anos, na praia do Leblon. “Quando vi aquele gato sarado saindo do mar quase perdi o fôlego. Mas nem pensei que pudesse ter qualquer chance. Imagina uma velha como eu com um garotão que podia ser meu filho. Fora isso, eu tinha acabado de terminar um casamento longo, com 3 filhos a tiracolo”, conta ela. Mas nem sempre o destino sai como esperamos. “Ele ficou me olhando, mandou entregar uma água de coco pra mim. Quase morri. Aí, claro, não resisti”, ri a empresária.

Tainá teve que enfrentar a filha, que bateu o pé e insistia em não concordar com aquela situação. “Foi difícil. Primeiro porque fiquei com medo de que ele se apaixonasse por ela. Sabe aquelas histórias de filme? E depois porque não queria causar um desgaste dentro de casa. Ainda enfrentamos muitos preconceitos. A sorte é que ele ainda é novo, não carrega nas costas as desilusões amorosas, né?”, brinca Tainá.

E não é que ela tem razão? Essa leveza de quem ainda não caiu do cavalo tantas vezes é um fator positivo na hora de namorar um cara com 20 anos. “Ele ainda acredita no final feliz, tem planos para o futuro, sem referência de relacionamentos anteriores”, avalia a psicóloga Manuela sobre o caso de Tainá.

O sucesso de relacionamentos com grandes diferenças de idade depende, como todos os outros, da manutenção diária. Sua experiência de vida não pode virar sinônimo de descuido ou motivo para você ser a dominadora da relação.

“É legal entender que a mulher mais velha não precisa ir pra balada e voltar às 6h da manhã, frequentar as cervejadas da faculdade. É legal participar da vida do outro, mas não dá pra esquecer da individualidade de cada um. É importante ter os seus programas, com suas amigas, e fazer sempre o que o seu limite permite”, garante a especialista.

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