Três casais contam como começaram a namorar durante a folia e estão juntos até hoje

É quase impossível encontrar um folião que ache o carnaval a época perfeita para começar um relacionamento sério. Muito pelo contrário: há os que dão um tempo no namoro para cada um curtir com muita liberdade os dias de festa. Quem não se lembra do vale-night do carnaval 2010? A fugidinha consentida virou moda a partir de uma música do grupo Asa de Águia. “A gente precisa de uma saída, afinal. A festa com o vale-night abalou geral”, dizia.

Porém, dentro deste universo de pessoas procurando relações frívolas, alguns casais simplesmente nadaram contra a maré. Eles começaram a namorar no carnaval e estão juntos até hoje. Conheça três histórias inspiradoras para quem espera muito mais que algumas noites de curtição e ressaca na quarta-feira de cinzas.

E no meio de tanta gente eu encontrei você
“O carnaval de 2009 era para ser o melhor de todos. Fazia um ano que eu tinha terminado um relacionamento de onze anos. Pela primeira vez em muito tempo eu estava solteira e completamente disposta a curtir a festa”, assim a modelo e promoter Tereza Costa, 26, começa o depoimento que conta a história de amor que mudou sua vida.

O casal Apolos e Tereza
Daniel Farias/Fotoarena
O casal Apolos e Tereza
Ela, pernambucana e moradora de Olinda, e Apolos Neto, um gaúcho que vivia em Brasília, se conheceram no carnaval na cidade de Tereza em meio a uma multidão de mais de um milhão de pessoas. Depois de trocarem algumas palavras, de mãos dadas, aproveitaram o resto do dia. “Meus amigos ficaram bravos porque queriam que eu curtisse a minha solteirice. Eu jurei que seria só uma noite”, relembra. Mas eles ficaram juntos até o final da semana. Antes de ir embora, ele a pediu em casamento e propôs que ela fosse morar na capital federal. Para espanto de todos, Tereza aceitou.

Da despedida em Olinda até o reencontro em Brasília foram 50 dias contados no calendário. “Fui embora atrás da minha felicidade. Quando cheguei na cidade dele, fiquei com medo de encontrar uma pessoa diferente daquela que eu conheci no meio da folia, mas ele era tudo o que eu tinha imaginado e muito mais”, diz.

Os amigos, é verdade, acharam loucura. Mas quem pode com o destino? “Depois de um mês vivendo juntos, sabíamos que seria para a vida toda. Decidimos ter um filho, que nasceu em fevereiro de 2010 e veio se juntar ao irmão, do meu primeiro casamento. Queremos passar todos os próximos feriados de carnaval da nossa vida juntos”.

O pequeno Lorenzo brinca com os pais
Daniel Farias/Fotoarena
O pequeno Lorenzo brinca com os pais
Amor que sobe a serra e não morre no dia seguinte
Dez anos atrás, durante o carnaval, a analista de crédito Karina Fulanetti, 29, estava solteira e decidiu viajar para uma praia do litoral de São Paulo com as amigas. Estavam todas animadas cantando e dançando no calçadão quando viram um rapaz que as observava atentamente. Ele puxou conversa com uma delas e disse que queria conhecer “a loira”. “Minha amiga avisou que eu era muito brava e séria. Perguntou se ele tinha certeza que era isso mesmo que queria. O Roberto disse que sim. Foi aí que começou a nossa história”, conta Karina.

Karina e Roberto
(Arquivo Pessoal)
Karina e Roberto
Depois do feriadão, o relacionamento continuou. O casal trocou telefones e continuou se encontrando por meses até assumir o namoro para os amigos. Em 2005 começaram a pagar um apartamento na planta e planejavam se casar, mas nem tudo saiu como o esperado: Roberto decidiu passar um ano na Austrália e o romance esfriou.

Mas ele estava determinado. “Depois de um tempo, disse que estava vindo embora por minha causa. Eu o desencorajei porque não tinha mais certeza que deveria apostar na gente. Mas ele voltou e me conquistou novamente”, conta Karina, que ainda confessa que jamais imaginou que iria acabar se casando com Roberto. “Tudo conspirava contra. Dizem que amor de carnaval não dura e que amor de praia não sobe a serra. Tínhamos os dois fatores pesando contra o nosso relacionamento. E não é que deu certo mesmo!”, diz. Eles se casaram no ano passado.

Um encontro provável, um casamento inesperado
Desde o ano de 2001, a rotina durante o feriado de carnaval para a nutricionista Talita Vieira, 26, e o designer Rodrigo de Paula, 29, era sempre igual. Eles frequentavam o mesmo edifício, na mesma praia do litoral paulista, com os mesmos amigos. Durante três anos foi assim.

Mas em 2004 a vida deles mudou. “No meio da bagunça”, como Talita define, finalmente rolou um interesse e os dois voltaram para São Paulo namorando. “Foi diferente de tudo que eu imaginava. Nunca pensei que iria me apaixonar no carnaval. Acho que quando tem que acontecer, não importa nem a hora nem o local”.

Talita lembra que durante a festa do seu casamento, que ocorreu seis meses atrás, os convidados comentaram como era difícil acreditar que um amor verdadeiro tenha começado justamente em um período do ano marcado por relacionamentos descartáveis. “Eu não me lembro de conhecer ninguém com uma história como a nossa. Na verdade a gente sempre ouve falar de pessoas que terminam o namoro antes da festa”, diz Talita.

O casal continua aproveitando os dias de folia da mesma forma. Os amigos foram se apaixonando e casando pelo meio do caminho. “Hoje os nossos programas de carnaval são feitos com mais casais. Mas ainda vamos ao mesmo lugar todos os anos”.

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