No Dia do Beijo, descubra o que há por trás da troca de afeto com os lábios

Nos contos de fadas, grandes sucessos do cinema e também na vida real, o beijo sela momentos de amor, carinho e paixão. Um encontro romântico dos lábios acelera o pulso, dilata as pupilas e intensifica a respiração. Mas a ciência e a história revelam outros aspectos desse momento especial. No dia 13 de abril é comemorado o Dia do Beijo e, para celebrar, selecionamos alguns dados inusitados sobre ele.

O beijo entre Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, no filme
Reprodução Titanic
O beijo entre Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, no filme "Titanic", é um dos ícones do cinema americano
Beijo milenar
O primeiro beijo erótico sobre o qual se tem evidência foi trocado em torno do ano 1.500 A.C, na Índia. Na Antiguidade, os romanos beijavam vestes e anéis de seus líderes para demonstrar submissão e respeito. Já na Idade Média, o gesto era visto como uma forma de selar acordos, com a boca fechada e firmeza no encontro dos lábios, explica Pedro Paulo Carneiro no livro "Dossiê do Beijo" (Editora Catedral das Letras). Segundo o autor, entre os persas, o beijo na boca era usado para saudar um amigo do mesmo nível social e, na Grécia, só era usado entre familiares e amigos muito próximos.

Calorias do beijo
Beijar estimula o cérebro a produzir o oxitocina, um hormônio que nos dá sensação de bem-estar. Durante um beijo apaixonado, uma pessoa movimenta 29 músculos e também gasta calorias – 5 deles são equivalentes a um quindim, segundo Cerneiro. Veja como queimar as calorias de outros alimentos beijando:


Fonte: "Dossiê do Beijo", Pedro Paulo Carneiro, Editora Catedral das Letras

Cacau x beijo

Um pedaço de chocolate pode excitar mais que um beijo apaixonado, segundo aponta um estudo feito pelo pesquisador David Lewis, da Universidade de Sussex e da empresa de pesquisa Mind Lab. Para o teste, foram fixados eletrodos e monitores cardíacos em voluntários que deixaram pedaços de chocolate derretendo na boca e, em seguida, beijaram o parceiro. O chocolate dobrou os batimentos do coração e estimulou de forma mais intensa e duradoura o cérebro que o beijo.

Promissor – ou não
Um primeiro beijo ruim pode impedir que o relacionamento vá pra frente. O encontro dos lábios ajuda na seleção dos parceiros, já que estimula a troca de sensações e testa a compatibilidade dos pretendentes. Mais da metade das mulheres (59%) e dos homens (66%) já terminou uma relação em função de um beijo que não foi bom, segundo Sheril Kirshenbaum, pesquisadora da Universidade do Texas e autora do livro "The Science of Kissing " (“A Ciência do Beijo”, ainda não lançado no Brasil). Na publicação, ela diz ainda que o primeiro beijo é mais marcante para as pessoas que a perda da virgindade.

Anna Chlumsky e Macaulay Culkin protagonizam um primeiro beijo no filme
Reprodução
Anna Chlumsky e Macaulay Culkin protagonizam um primeiro beijo no filme "Meu primeiro amor", de 1991
Na telona
Um dos primeiros beijos registrados na história do cinema foi no curto filme “The Kiss”, de 1896, com os atores May Irwin e John C. Rice.

Destros e canhotos
Na hora de beijar o parceiro, dois terços das pessoas viram a cabeça para o lado direito, segundo um estudo do pesquisador alemão Onur Güntürkün, da Universidade Ruhr. Ele observou 124 casais se beijando nos Estados Unidos, Alemanha e Turquia e sugere que a escolha de lado tem origem em preferências espaciais desenvolvidas no fim da gestação e início da vida, além de questões culturais.

Elas valorizam mais
Uma pesquisa da Universidade de Nova York mostrou que as mulheres dão mais importância para o primeiro beijo como um fator para estabelecer uma relação a longo prazo. Já os homens usam mais o encontro dos lábios como forma de aumentar suas chances de fazer sexo. Cientistas explicam que o beijo é uma ferramenta evolucionária para ajudar a mulher a achar o melhor pai para seus filhos.

O beijo em
Reprodução
O beijo em "The Kiss" foi um dos primeiros da história do cinema
Ao longo da vida
Uma mulher beija, em media, 22 homens diferentes até conhecer o amor da sua vida. É o que indica a pesquisa encomendada pelo site britânico de relacionamentos Meeteez divulgada no início de 2011. O levantamento conclui também que eles beijam 23 parceiras até assumirem uma relação de longo prazo.

Recorde
Um casal tailandês bateu o recorde do beijo mais longo em fevereiro de 2001. Eles passaram mais de 46 horas com os lábios em contato em uma “maratona” de casais organizada na cidade Pattaya. O maior beijo até então registrado durou 32 horas, na Alemanha.

Casais conseguem detectar sucesso (ou não) no futuro da relação a partir do primeiro beijo
Getty Images
Casais conseguem detectar sucesso (ou não) no futuro da relação a partir do primeiro beijo

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